Na virada para os anos 1990 o Beat ‘em up passou a dominar os games de fliperamas. E grandes franquias pipocaram no gênero, entre eles, The Simpsons. Isso porque esse estilo de game de pancadaria surgiu como uma opção interessante para o mercado. 

Apesar da jogabilidade simples, se destacavam pelo nível de dificuldade elevado, tal como eram os jogos de plataforma que ocupavam as máquinas de fliperama. E quanto mais difícil, mais rentável. Afinal, zerar um game do gênero no arcade demanda toneladas de fichas.

“The Simpsons: Arcade Game” não fugiu à regra. O game foi publicado em 1991, dois anos após a estreia do seriado na TV norte-americana. Naquela época Homer e sua família já tinham dominado o cenário da cultura pop. E a publicação de um game sobre eles era questão de tempo, tanto que semanas após o arcade, surgiu o primeiro título para NES.

O game

Desenvolvido pela Konami, o game trazia elementos herdados de “Teenage Mutant Ninja Turtles”, como a opção de quatro jogadores simultâneos, assim como a lógica de jogabilidade. Pular, socar e especial.

A história é simples: no momento que a família passeia por Springfield, tromba com Waylon Smithers, que tinha acabado de afanar um diamante para o Mr. Burns. No choque, a pedra cai na boca de Maggie, que é sequestrada. A partir daí a história começa. 

Tal como o game de Donatello e sua turma, o título dos Simpsons oferecia habilidades diferentes para cada jogador. Homer, Marge, Bart e Lisa tinham suas peculiaridades. 

Mas logo ficou convencionado na cultura urbana que o melhor personagem sempre era Marjory Bouvier. Isso porque a matriarca da Evergreen Terrace 742 tem maior raio de contato, graças a seu aspirador de pó. 

Visual

O jogo tem visual que segue a estética do desenho animado. Para a época era um facilitador, pois não demanda uma paleta de cores muito extensa e nem efeitos sofisticados. Além disso, em 1991, o desenho ainda tinha um aspecto grosseiro, bem diferente das últimas temporadas.

O game se desdobra por cenários de Springfield, com direito ao Bar do Moe, assim como os estúdios do Canal 6, cemitério e floresta. E, claro, o escritório do magnata, em sua usina nuclear. Tem até uma fase que é um delírio dos personagens. E cada fase adiciona personagens como o chefe Wiggum, diretor Skinner, Moe, Barney, dentre outros. 

Desafio

Chegar ao final da primeira fase com uma vida não é impossível, mas a dificuldade é progressiva. A cada fase surgem inimigos mais fortes e em maior quantidade. Tudo isso, em 1991, tinha uma razão: vender fichas. Até hoje ainda é possível encontrar a máquina perdida em casas de jogos em shoppings ao lado de outros clássicos como “Daytona USA” e alguma edição de “Street Fighter II”.

O game recebeu edição para Xbox 360 e PS3, em que as fichas foram trocadas por continues. Jogar em emuladores como Mame, permitem carregar fichas infinitamente, o que pode tornar a experiência repetitiva e pouco desafiadora, mesmo que seja preciso “botar zilhões de fichas” até conseguir derrubar Mr. Burns.

No entanto, atualmente é uma das poucas maneiras de rodar o game. Isso porque as edições para consoles saíram de catálogo. Quem comprou, comprou.

Sucessores

Depois do game para fliperama, Os Simpsons tiveram diversos títulos para consoles, como “Bart vs The Space Mutants”. O game estreou para NES no mês seguinte ao lançamento da máquina da Konami. 

Ao todo, foram quase 30 produções como “Bart vs The World” (NES), “Bart’s Nightmare” (SNES) e “Bart Meet Radioactive Man”. Alguns games buscaram outros protagonistas, como “Krusty’s Fun House”, em que o jogador assumia o controle do palhaço fanfarrão. 

Palavra final

Depois de 30 anos “The Simpsons: Arcade Game” não deixa nada a desejar para os Beat ‘em up modernos. Ele ainda é o melhor game da família amarela e merecia uma reedição.