De todas as franquias da Ubisoft, minha preferida sempre foi “Tom Clancy’s Splinter Cell”. As aventuras silenciosas de Sam Fisher eram extremamente desafiadoras. Mas confesso que me apaixonei por “Ghost Recon: Wildlands”, que também carrega a assinatura do saudoso novelista norte-americano. “Breakpoint” estreia como sucessor de “Wildlands”, trazendo evoluções em jogabilidade, um mapa gigantesco e sem o constrangimento político de se passar numa Bolívia dominada pelo tráfico. 

“Breakpoint” se passa num arquipélago fictício no Pacífico Sul, onde funciona uma empresa de tecnologia que convive com nativos tribais. Esse paraíso high-tech é dominado por um grupo militar, comandado pelo tenente-coronel Cole Walker, interpretado pelo ator Jon Bernthal (The Walking Dead e The Punisher). E cabe ao jogador liquidar o bandido.

Se em “Wildlands” era possível criar sessões em equipe para cumprir as missões, “Breakpoint” evolui para a seleção constante de companheiros de combate. Os jogadores podem se encontrar num ambiente comum e juntar forças. 

Jogar em equipe é bacana quando você já conhece os jogadores fora do ambiente virtual, onde cada um sabe qual é seu papel na missão. Pois topar com jogadores aleatórios nem sempre é garantia de uma experiência divertida. Muitas vezes não há diálogo e cada um faz o que bem entende e não em equipe. Essa desorganização geralmente leva os jogadores ao fracasso nas missões. Assim, muitas vezes vale a máxima: “Antes só, do que mal acompanhado!”

Por outro lado, quem gosta de jogar sozinho não pode mais contar com a equipe de NPC’s (personagens controlados pelo game) que acompanhavam o jogador. 

E estar sozinho num mapa tão vasto deixa o game um pouco monótono, pois um dos grandes baratos de “Wildlands” eram as conversas dos personagens. Eles contavam histórias de missões passadas, que não influenciavam no game, mas aumentavam a imersão. Tem versões para PC, PS4 e Xbox One