No mercado de games, diversos estúdios se especializam em segmentos distintos. Isso lhes garante produções mais refinadas em seus nichos, do que aqueles mais generalistas. E quando se fala em jogos de corridas, não há espaço para aventureiros. Estúdios como Milestone, Slighty Mad Studios, SimBin e Polyphony Digital são selos respeitados quando o assunto game de corrida, assim como a britânica Codemasters.

No final do ano passado, ela publicou “GRID”, quarto game da franquia originada em 2008, com “Race Driver: GRID”, que era uma evolução da série “Race Driver”, que por sua vez era uma evolução do clássico “TOCA: Touring Car Championship”, de 1997. Assim, “GRID” se tornou a série de corridas em asfalto do estúdio, enquanto “Dirt” se coloca na seara dos ralis.

 

Legado
O novo “GRID” segue o mesmo esquema do game de 2008. O jogador pode disputar provas de diferentes segmentos que se diferem por categorias de automóveis, como gran turismo, compactos, muscle cars, exóticos e protótipos. Há uma versão genérica da NASCAR, sem os carros originais da stock americana, mas que oferecem desafios muito parecidos com aqueles dos melhores games oficiais do torneio. O jogador inicia sua carreira com um valor limitado de recursos, que lhe permite iniciar sua garagem e contratar o segundo piloto para sua equipe. 

A medida em que se evolui é possível formar times com mais corredores. Quanto mais pilotos estiverem no seu time, maior será a pontuação e também o faturamento. Grana que pode ser utilizada para comprar carros mais sofisticados. 

O game conta com um calendário generoso de provas para cada modalidade. Há também disputas especiais, que exigem a compra de carros específicos. Mas a Codemasters, que não é boba, lançou temporadas avulsas que aumentam o número de competições e também servem o jogador de novos automóveis. Além disso tudo, o game também conta com modo online, em que as disputas elevam significativamente de nível.

Visual
“GRID” é um game bonito, assim como as edições passadas. Os efeitos de iluminação são excelentes, com lusco fusco, que cega o jogador em provas em final de tarde, assim como pontos escuros nas provas noturnas. Claro que não se compara com a riqueza de detalhes de “Gran Turismo Sport”, mas é um belo game.

O nível de detalhamento dos carros impressiona, assim como as avarias. Quando se joga com visão de dentro do carro é possível ver o piloto acionando pedais e transmissão em tempo real aos comandos dos jogador.

Jogabilidade
Quem jogou “TOCA” sabe que ele era um game que não admitia erros, assim como “Dirt Rally” ou “Dirt Rally 2.0” e os games oficiais da Fórmula 1. “GRID” tem um estilo mesclado. Não tão simplório como “Need For Speed” e nem tão implacável como “Project CARS” ou “Assetto Corsa”. 

É um game que permite algumas correções de rota. Ele ainda mantém a ferramenta de voltar no tempo. A cada corrida, o jogador tem pode usar o recurso até cinco vezes para repetir um trecho da prova. Trata-se uma “trapaça legal”, mas que rouba a graça do jogo. 

Palavra Final
“GRID” chega como uma opção para quem busca um game de corridas com bom nível de equilíbrio, uma garagem com carros bem legais e uma variedade de desafios. Ele não demanda configurações cirúrgicas dos bólidos, mas permite ajustes de suspensão, direção, frenagem e outros parâmetros, de acordo com a preferência do jogador. 

Disponível para PC, PS4, Xbox One e Google Stadia.