Francis Castiglione é um homem marcado pela violência, teve a vida devassada pelo crime organizado e resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Para quem não sabe, esse é o nome de batismo de Frank Castle, soturno personagem da Marvel Comic’s que protagoniza a franquia “The Punisher”. Criado em 1974 por Gerry Conway, John Romita Sr. e Ross Andru, o personagem seguiu a trilha de muitos outros super-heróis dos quadrinhos (na verdade, é um anti-herói). Ganhou filmes, seriados e videogames.

Mas, sejamos francos: Castle tem sido subjugado pela indústria, nem sempre simpática com rebeldes. O seriado “The Punisher”, disponível no Netflix, foi cancelado com apenas duas temporadas. Nele, o ator Jon Bernthal realmente consegue mostrar toda a frieza do Justiceiro dos quadrinhos. Mas não foi o suficiente para ele continuar resolvendo as broncas por conta própria.

Em 2004, o longa-metragem estrelado por Thomas Jane e John Travolta foi rechaçado pela crítica nos Estados Unidos, recebendo nota 4,5, numa contagem que vai até 10. Pessoalmente não é um filme abominável, mas peca por ser caricato demais.

Nos games, Frank também tem tido uma vida difícil. Entre 1990 e 2009 foram nove produções, sendo que a última foi removida por falta de renovação de sua licença. Assim, o game mais atual do personagem é a produção de 2005, que mistura elementos do filme e também recortes das edições em quadrinhos.

“The Punisher” teve edições para PC, PS2 e Xbox e ficou marcado pelo excesso de violência. No game, o Justiceiro tinha como missão atacar diferentes grupos de criminosos. O jogador deveria obrigar os bandidos a darem pistas sobre os inimigos. Para isso valia todo tipo de tortura para obter informações.

A violência explícita se tornou um problema, pois o game foi classificado apenas para adultos, o que o tornaria impublicável para PS2 e Xbox naquela época. Foi necessário atenuar a brutalidade para que o game recebe edições para consoles.

Gameplay
“The Punisher” é um game de tiro em terceira pessoa que adotava o mesmo padrão de jogabilidade de “Max Payne”, com a câmera posicionada nas costas do personagem, exploração de cenários e diálogos. Apesar de não ter a mesma carga dramática do clássico da Rockstar Games, “The Punisher” agrada pela ação frenética e também pelas truculentas finalizações, ao melhor estilo “Mortal Kombat”. 

Apesar da linearidade das missões, o game permitia ao jogador fazer melhorias de arsenal e até mesmo na indumentária de Castle. Além disso, é um game que não basta entrar atirando, o jogador precisa ser estratégico para cercar e pegar seus adversários de surpresa.

Gráficos
Para o ano de 2005, os gráficos de “The Punisher” eram ótimos. Hoje, a imagem que ilustra essa matéria deixa claro que o game envelheceu muito nesses 15 anos.

Que fim levou o Justiceiro?
Hoje, encontrar o game é algo difícil. Ele não consta em catálogo em nenhuma edição. Nem mesmo sites de comércio de games como GOG ou Steam oferecem o título. No site oficial da distribuidora THQ, não consta na lista de produções. Apenas o estúdio Volition ainda tem uma página resumida sobre o game, que teve cerca de 1 milhão de cópias vendidas.

Onde achar?
Para tentar garimpar o jogo, só mesmo em sites como eBay, onde podem ser encontradas edições para PC e PS2 usadas, com valores que variam de R$ 90 a R$ 209, fora o frete e possíveis taxas de importação.

Definitivamente, o Justiceiro merecia um desfecho mais digno do que teve.