A última vez que joguei “Diablo II” foi há mais de 15 anos. Com a campanha bem avançada estava quase no final do game. Mas quis o destino que meu HD travasse e perdi todo progresso. Agora volto a encarar o Sete Pele na reedição “Resurrected”, que acabou de chegar ao mercado para PC, PS5, PS4, Xbox Series X/S, Xbox One e até Nintendo Switch.

A nova edição segue os moldes do título original. Mas teve cenários e elementos redesenhados em alta definição. Se há 20 anos ele cabia em três CD-ROM com capacidade para 700MB cada, hoje são 30GB, na edição para Windows.

Mas a engorda tem sua justificativa, o game foi totalmente refeito, adicionou novos conteúdos, assim como opção de campanha cooperativa online. São melhorias que justificam o esforço de a Blizzard reeditar a produção , assim como convencer o consumidor a pagar de R$ 200 a R$ 280 por uma cópia.

Lembra quando mencionei que perdi meu progresso? Pois é, se fosse hoje, poderia finalizar meu game de outra máquina. Isso porque o jogador pode salvar seu progresso em sua conta Battle.Net e acessar de outro dispositivo, inclusive de outra plataforma. Mas para jogar por exemplo, num PS5 e num PC é necessário uma cópia para cada aparelho.

A história de Diablo II

O game dá sequência ao título de 1997. Depois de ser derrotado, Diablo volta à Terra para espalhar o caos. Cabe ao jogador seguir o rastro do cramulhão, detonando as criaturas infernais que aterrorizam o mundo. 

O game ganhou uma abertura espetacular que conta a história de um velho enclausurado que foi testemunha do reaparecimento do senhor do caos. Com gráficos fotorrealistas, as animações impressionam pelo nível de perfeição.

Já no gameplay, o jogo é bem acabado, com cenários detalhados. Mas por ser um Action RPG com visão isométrica, tudo fica diminuto na tela, principalmente se for num notebook, como foi o caso de nossa experiência. Mas num televisor a experiência se amplifica.

O jogo

Em “Diablo II: Resurrected”, o jogador pode escolher entre as sete classes de personagens: amazona, assassino, bárbaro, druida, feiticeira, necromante e paladino. Segundo a Blizzard, cada um tem cerca de 30 habilidades. O jogador tem acesso a golpes especiais como o uivo do bárbaro, por exemplo. O grito do grandalhão, que tem um estilo de Kratos com rabo-de-cavalo, atordoa as criaturas ao redor. 

Pelo caminho, o jogador precisa explorar os imensos mapas da campanha. A jogabilidade basicamente consiste em atacar inimigos, coletar itens como ouro, armas, poções, armaduras, pergaminhos, pedras e jóias. Os itens tornam o jogador mais forte e também permitem que ele possa vendê-los para adquirir novos equipamentos.

Uma dica legal é equipar os personagens sempre com itens mágicos, que oferecem atributos extras de defesa e ataque. Dê preferência a armas e peças de indumentárias que permitem anexar pedras preciosas. Assim como “Final Fantasy VII: Remake” é possível melhorar seus equipamentos com uso de esferas.

Outro recurso indispensável é ter sempre um pergaminho de volta ao acampamento. Esse item permite que o jogador retorne a seu baú para descarregar os espólios sem depender de um portal. Além disso, vale a pena ter sempre espaço de inventário para não ter que deixar peças valiosas para trás.

Armamentos

As armas basicamente se resumem a facas, espadas, espadas longas, machados (que podem ser curtos, de uma mão e duas mãos), assim como arcos, clavas, lanças, bestas e cajados. Os personagens com habilidades mágicas podem se dedicar a aprimorar seus ataques à distância, o que evita riscos de o jogador ser encurralado e perder a vida e seus espólios.

O game oferece ao jogador a opção de carregar duas combinações de armas. Ao mesmo tempo, ele pode usar uma arma de duas mãos e no segundo setup, uma arma de mão única, ou duas, assim como combinar arma e escudo.

Cooperativo

Um recurso legal, que segue a mesma lógica de “Diablo III”, de 2012, é o multiplayer cooperativo. O jogador pode se unir com uma galera para explorar os cenários e cumprir os objetivos. 

De fato, jogar com um pequeno time facilita as coisas quando o game vai avançando, principalmente quando surgem hordas que cercam o jogador. Além disso, é possível negociar itens, o que permite que os jogadores aprimorem suas habilidades e poderes de forma mais rápida.

Palavra final

Jogar “Diablo II: Resurrected” é uma experiência prazerosa. O game prende o jogador a ponto de esquecer do tempo. A exploração é ininterrupta, o que faz com que o jogador avance sem parar. No entanto, ficou a curiosidade de jogar no console, utilizando o joystick no lugar da velha dupla mouse e teclado. Uma última dica, se certifique de não ter nenhum compromisso para o dia, pois esse game te aprisionará.

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