Além de super-heróis de todos os escalões, as grandes produtoras têm apostado, para segurar a audiência nas salas de cinema, em marcas e personagens conhecidos de outras fontes, incluindo aplicativos de celulares (“Emoji”, de 2017). A investida em histórias extraídas de videogames de sucesso não é atual, mas ganhou novo fôlego.

Após as estreias, no ano passado, de “Rampage – Destruição Total”, protagonizado por Dwayne Johnson, e “Tomb Raider – a Origem”, com Alicia Vikander no lugar de Angelina Jolie, a bola da vez é Sonic, um dos games mais populares da história, lançado em 1991 e que se tornou mascote da fabricante Sega. O filme está previsto para novembro, com Jim Carrey no elenco.

Antes do porco-espinho azul ganhar as telas, a animação com a ladra Carmen Sandiego faz sua estreia na Netflix, entrando no cardápio do streaming a partir desta sexta-feira (18). Ela é da galeria dos personagens de games “pré-históricos”, tendo surgido na década de 1980, em versão para Apple II. No jogo, o usuário assume o papel de detetive, tentando, a partir de várias pistas, descobrir o paradeiro da criminosa.

A mesma Gina Rodriguez da dublagem animada deverá estrelar um filme live action de Sandiego, também para a Netflix, com roteiro de Mark Perez. A entrada da ladra ajuda a equilibrar um pouco a questão de gênero no universo dos games, amplamente dominado por homens. As grandes exceções são “Resident Evil”, “DOA: Dead or Alive” e “Tomb Raider”.

Continuação de “Detona Ralph”, a animação “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”, em cartaz, traz personagens saídos dos games que vão parar na web

Desde 1993

Diferentemente dos quadrinhos, os games não demoraram muito a serem adaptados para o cinema, começando em 1993, com “Super Mario Bros”, criado pela Nintendo para fliperama em 1983. Ou seja, a história do encanador ítalo-americano que enfrenta estranhas criaturas virou filme dez anos após o surgimento.

Depois vieram os longas baseados em jogos de luta, como “Double Dragon” (1994), “Street Fighter – A Batalha Final” (1994), que traz o carateca belga Jean-Claude Van Damme na pele do Coronel Guile, e “Mortal Kombat” (1995). A fase seguinte foi a dos jogos de terror, puxada por “Resident Evil” (2002), que ganhou seis versões na telona com a beldade Milla Jojovich no papel central, “House of the Dead” (2003), “Alone in the Dark” (2005), “Dooom” (2005) e “Silent Hill” (2006).

Com o avanço dos efeitos especiais, os realizadores passaram a ousar um pouco mais, adaptando jogos localizados em outras épocas, como “O Príncipe da Pérsia e as Areias do Tempo” (2010), “Warcraft” (2016) e “Assassin’s Creed” (2016). Ao mesmo tempo, a qualidade das produções também foi melhorando, já que os primeiros filmes tinham muita dificuldade em estender a narrativa sem deixar de perder a fidelidade ao original.

No entanto, o melhor filme sobre games é “Jogador Número 1”, que não foi extraído de um determinado jogo. Dirigido por Steven Spielberg, conseguiu reproduzir a mesma sensação de quem está com o joystick.

Games no cinema

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