Ambiente preferido de muita gente dentro de casa, a cozinha é o lugar ideal para reunir família e receber amigos. Mas, independentemente do uso que se faz dela, uma coisa é certa: ser assertivo na escolha do layout faz toda a diferença para que o espaço tenha não só a cara dos donos como possibilite ser explorado com conforto e praticidade. 

O ponto de partida é a rotina que se manterá no ambiente. Famílias com crianças, por exemplo, que tenham o hábito de fazer as refeições em casa, devem apostar em cozinhas grandes, com armários espaçosos e bem projetados e área de circulação com tamanho satisfatório. 

“Normalmente, projetamos um triângulo entre fogão, geladeira e bojo para que quem estiver preparando o alimento não precise se movimentar muito e, dessa forma, não se canse tanto”, explica a arquiteta Gislene Lopes. 

Já para casais jovens, que não abrem não de ir para o fogão e receber convidados, a dica da profissional é apostar numa cozinha integrada com a sala, em estilo americano. Assim ninguém precisa ficar longe de ninguém. “Mais moderna, diferenciada, com cooktop e forno mais sofisticados, geladeira embutida e detalhes bem charmosos”, orienta a profissional. 

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Funcionalidade

Prezar pela funcionalidade do espaço também é essencial. Piso e revestimento devem ser criteriosamente escolhidos com um bom profissional pensando na conservação e na limpeza do espaço. Pisos frios, como o porcelanato, são os mais recomendados. A arquiteta lembra ainda que existem materiais com proteção contra água, mais duráveis, portanto. 

COZINHA CLÁSSICA

Mal nenhum se seu estilo for o clássico dos clássicos. Projeto branco, do chão ao piso, mostra que o estilo mais básico também tem seu lugar. Se quiser dar um toque diferente, aposte numa parede de tijolinhos à vista ou em ladrilhos hidráulicos. Mas, lembre-se: é preciso cautela ao escolher tanto revestimentos quanto pisos, que devem ser fáceis de limpar

Colega de profissão de Gislene, Nina Abadjieff diz que tem tido grande procura por projetos clássicos, mas “reversíveis”, ou seja, cozinhas americanas que tenham um painel com possibilidade de fechamento a qualquer hora. “Ficou bagunçado? Basta fechar e está tudo certo!”, resume a arquiteta. 

Ergonomia, na opinião dela, também é critério indispensável – acima inclusive da própria beleza do espaço. Segundo Nina, para que seja confortável na medida certa, a cozinha precisa ser planejada para oferecer tudo à mão o tempo todo – ou na maior parte dele. 

Os materiais escolhidos, segundo ela, também devem ser resistentes e, portanto, duráveis. Por último, mas não menos importante, a coifa. Indispensável, o equipamento deve ter no mínimo 1.200 metros cúbicos de sucção por minuto. Vale a pena consultar um profissional para fazer a escolha certa. 

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Ambientes compartilhados não precisam ser apertados. Projeto em preto e inox prova que é possível ter uma cozinha bem espaçosa com bastante armário e a mesa de jantar dentro dela. Para ter mais conforto, invista numa coifa bem potente; acessório é fundamental em qualquer cozinha, independentemente do estilo dela

Além disso:

Assim como estilos mais modernos, que conectam a cozinha a outros espaços da casa, armários abertos também estão super em alta. Arrojados e práticos, são funcionais, mas requerem atenção redobrada de quem não costuma manter a ordem das coisas no dia a dia. Na avaliação da arquiteta Gislene Lopes, são ideais para áreas gourmet, mantidas, geralmente, livres e limpas. “Possibilitam espaço para colocar frutas e outros alimentos que serão preparados na cozinha principal”, justifica. Para ambientes usados diariamente, ela indica o uso de mobiliário misto. “Nesse caso, os abertos servirão mais como um detalhe decorativo”, explica.

Outra ideia que vem fazendo a cabeça de quem gosta de decoração é o uso de madeira na cozinha. Capaz de proporcionar aconchego, o material pode ser inclusive fake, ou melhor, adaptado ao espaço, como explicam as designers de ambiente Linda Martins e Cris Araújo, do escritório Maraú Design Stúdio. 

“O vinílico tem instalação mais prática e custo-benefício melhor. Além disso, tem propriedades termoacús-ticas e é de fácil manutenção. Amamos trabalhar com esse material porque traz inúmeras vantagens e imita a madeira de forma fiel sem pecar na beleza”, detalham as profissionais, sugerindo aplicação de material vinílico que remete à madeira, principalmente no piso. 

Elas reforçam que o uso do material natural é inviável em vários locais das cozinhas, em função da necessidade de higienizar o espaço com água. 

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A despeito das cozinhas americanas, que ganham cada vez mais espaço dia após dia, há quem prefira manter o ambiente das refeições separado do local de preparo dos alimentos. Inspire-se no projeto que mescla preto e cinza com madeira para ter um ambiente moderno e original, ideal para casa com filhos ou para casais que recebem poucos convidados

Ponto a Ponto

Caracterizada por uma bancada de apoio para quem põe a mão na massa e um balcão para refeições rápidas, a cozinha em ilha, que tem o fogão no centro das atenções, é a escolha de muita gente, mas exige atenção a alguns critérios na hora de ser projetada. Confira: 

– Circulação: para garantir conforto é preciso que haja um estudo da área de circulação. Segundo a arquiteta Carmem Avila, pia, fogão e geladeira devem estar próximos, facilitando o trabalho de quem irá utilizar a cozinha. 

– Estilo: podem ser muitos, desde rústico, industrial, contemporâneo, moderno ou high-tech. A grande preocupação, conforme a profissional, deve ser com a funcionalidade do espaço para as atividades do dia a dia. “Estética não deve se sobrepor às necessidades funcionais”, diz.

– Materiais: os da bancada devem ser resistentes ao calor e ao contato com produtos ácidos como vinagre e limão. Granito e inox são boas pedidas. 

– Iluminação: independentemente do perfil decorativo, do material utilizado no projeto ou de quem irá usá-la, a cozinha em ilha deve ser bem iluminada para garantir eficiência nas tarefas do cotidiano. “A luz deve estar bem direcionada sobre as bancadas e nunca às costas de quem está manipulando os ingredientes”, reforça Carmem Avila. 

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