O que as megaestrelas do cinema e da TV Sandra Bullock e Jeniffer Lopes, bem como as brasileiras Cláudia Raia e Solange Frazão têm em comum, além de talento e generosas contas bancárias? A resposta é que todas elas ultrapassaram a casa dos 50 anos, estão no auge da exuberância, da experi-ência profissional e ainda esbanjam saúde física e mental para inspirar outras mulheres de diversas maneiras. Inspiração, sim. Chegar em plenitude aos 50 anos, de bem com a vida, não é algo restrito às famosas, afirmam especialistas. 

“Precisamos romper essas crenças limitantes de que envelhecer é adoecer. A gente pode, sim, ter uma vida plena e muito melhor aos 50 anos do que tínhamos, por exemplo, aos 30, basta que haja uma dedicação de nossa parte à longevidade”, garante a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (Seção/MG), Juliana Elias Duarte.

Vida proativa
A médica explica que para alcançar a plena forma aos 50 é preciso deixar um modo de vida reativo e aderir a uma maneira proativa de viver, o que significa se impor, o quanto antes, mudanças que vão trazer frutos no futuro. 

“É preciso incluir hábitos saudáveis de alimentação na rotina, como aderir à comida de verdade – aquilo que compramos no hortifruti, na peixaria e no açougue –, evitando os produtos industrializados; decidir praticar exercícios físicos regularmente, principalmente os que priorizem a musculatura, pois são os músculos que vão garantir a melhora do equilíbrio do corpo, e, por último, mas não menos importante, ter uma a vida rica do ponto de vista social, fazer coisas diferentes e instigantes sempre, para ajudar no funcionamento do cérebro”, ensina.

Outro aspecto ressaltado pela especialista é que a menopausa precisa deixar de ser um tabu em nossa sociedade, pois foi-se o tempo em que a chegada a essa fase da vida era considerada época de se aposentar.

Avanços científicos
Para a médica, a ciência trouxe vários avanços importantes nessa área e que garantem conforto e segurança às mulheres. “É fato que as mulheres aos 50 anos passam por mudanças hormonais significativas, mas para isso temos os ginecologistas e endocrinologistas, que podem ajudar muito na redução de sintomas e manutenção de um corpo saudável. A menopausa é um processo normal, o que não é normal é se conformar com o aumento de peso, aumento da gordura abdominal e sedentarismo”, pondera.

Formada em relações públicas, Edna Rocha Alves Teixeira, completou recentemente 51 anos. Cuida da casa, do marido, duas filhas e da mãe, que é idosa, e não abre mão da prevenção e de uma vida sempre em movimento.

Apesar das tarefas domésticas intensas, Edna pratica pelo menos duas horas diárias de atividades físicas. É assim que ela diz garantir saúde. “Me exercito desde os 17 anos, mas é evidente que em alguns períodos da vida ficamos mais inconstantes, como durante a faculdade, a gravidez, a amamen-tação, mas nunca paro completamente e hoje faço musculação e exercícios aeróbicos todos os dias”, conta.
Com uma alimentação balanceada e atividade física constante, Edna também tem conseguido driblar os sintomas da menopausa e mantido a saúde mental em dia, mesmo com a pandemia ainda em curso. 

“Quando a gente chega à  academia, já está socializando. A gente ri com as colegas, conta um caso, enfim, descansa a cabeça. Tenho certeza de que é por isso que nunca tive que recorrer a medicação para ansiedade, passo longe dos tarjas pretas. Agora, na menopausa, posso dizer que sou uma privilegiada, pois o pequeno incômodo que sinto é apenas  um pouco de dificuldade para pegar no sono”, revela Edna.

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