Com 40 grupos de apoio gratuitos no WhatsApp e 26 mil pessoas no Instagram, o movimento “Somos Madrastas”, criado pela educadora parental, terapeuta e escritora Mariana Camardelli é outra iniciativa que visa a desfazer os estereótipos negativos acerca da figura da madrasta.

A terapeuta conta que, em 2014, conheceu o atual marido, Rodrigo, pai de Augusto, de 17 anos, e de Vicente, 12, e se deu conta de passar a ocupar o papel de madrasta. “Nunca encontrei nenhum grupo de apoio e foi por isso que decidi criar a comunidade. É um papel cheio de preconceitos e, na maioria das vezes, bastante solitário”, explica Mariana.

Ela diz que uma de suas maiores angústias ao se tornar madrasta foi não ter ideia de como ocupar esse lugar. “O que falar? O que fazer? Até onde posso ir? Faço parte da família? Da educação? Essas perguntas se tornaram tão angustiantes que passei a tentar conversar com as pessoas ao meu redor a respeito”, comenta.

As demandas das redes sociais a inspiraram a escrever um livro sobre o tema. Segundo Mariana, durante os bate-papos uma questão sempre aparece de maneira recorrente: “Ainda precisamos provar diariamente que não somos más, como as madrastas representadas nas histórias infantis da Branca de Neve e Cinderela”. 

Mariana e o marido são pais, também, de Flora, com 3 anos, e um bebê está a caminho. 

Respeito

Para a empresária Márcia Machado, a madrasta precisa conquistar seu espaço sempre respeitando o lugar dos outros membros da família. Ela tem dois enteados, um com 24 anos e outro com 10, além de dois filhos biológicos – de 10 e 7 anos. 

“A madrasta tem que saber o lugar dela, ser amiga. Sou madrasta e não me envolvo na educação dos meus enteados. Nunca tive problema com eles ou com a mãe, por saber respeitar. Amor e respeito são a base de toda e qualquer relação”, pondera. 

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