A Microsoft finalmente lança a nova geração do Xbox, com uma meta ambiciosa de superar a rival Sony, com o Playstation. Para isso, a marca do Windows adotou uma estratégia de lançar ao mesmo tempo duas versões do Xbox: a Series X e a Series S. Em tese, são o mesmo aparelho e rodam os mesmos jogos, mas na prática há diferenças significativas. Mas qual escolher?

O primeiro é um monólito com o maior poder de processamento já visto num console. São 12 teraflops de processamento gráfico, que significa a capacidade de cálculos matemáticos por segundo. Ele conta com processador AMD Zen 2 de 3.8 GHz e 16 núcleos, além de 16GB de RAM e SSD de 1TB. Isso tudo quer dizer que o Series X pode rodar games em 4K a 60 fps e games que podem ir a até 120 quadros por segundo. Ele é o estado da arte em matéria de console.

Já o Series S tem um hardware mais simples. O processador é o mesmo AMD Zen 2, mas com 3,6 GHz. Além disso a GPU, placa gráfica, entrega apenas 4 teraflops, menos até que o Xbox One X. Além disso, a unidade de armazenamento é um SSD de 500GB. Ou seja, ela oferece ótimos gráficos, o mesmo joystick, acesso aos mesmos serviços, mas não entrega a qualidade visual do irmão mais sofisticado. 

No bolso

Mas o hardware mais simples também faz dele o mais barato dessa nova geração. O preço sugerido é de R$ 2,8 mil. Enquanto o Series X custa salgados R$ 4,6 mil. Uma diferença de R$ 1.800. Para se ter uma ideia, no varejo o Xbox One X (da geração passada) é vendido entre R$ 3,2 mil e R$ 3,4 mil. 

E é com esse aparelho mais barato que a Microsoft pretende fazer volume. Na geração passada a empresa lançou a versão padrão do One junto com o PS4 da Sony. Em 2016 lançou a versão One S e em 2017 estreou a One X, que era capaz de rodar jogos em 4K. Mesmo assim não conseguiu superar o rival que vendeu 110 milhões de unidades, contra cerca de 50 milhões de Xbox. Agora ela já inicia a geração com duas opções para ganhar mercado.

O preço quase um terço mais barato é um fator de compra plausível. Ainda mais quando o consumidor sabe que para extrair tudo que o Xbox Series X oferece é preciso ter um televisor de última geração ou um monitor gamer de 120 Hertz. Ou seja, para se obter o máximo de performance talvez seja preciso gastar outra bagatela numa TV nova.

Discos 

O Series S por sua vez é menor, mais leve, mas peca por não contar com leitor de discos, exclusivo para o Series X. O leitor de disco permite que o consumidor possa rodar os antigos jogos de Xbox (de primeira geração), Xbox 360 e Xbox One. No Series S, esses discos não terão utilidade. 

Bom, fato é que o novo Xbox chegou primeiro que o PS5, que só estreia daqui uma semana. As duas opções permitem fazer com que a Microsoft atenda a públicos distintos, como fez na geração 360 com as versões Ellite e Arcade: a primeira com HD e a segunda com apenas 4GB de armazenamento. Ou seja, um Xbox para o consumidor casual e outro para o gamer mais exigente. 

PS5

Já o PS5 estreia hoje (12) na América do Norte e Ásia. Sua chegada oficial no Brasil está prevista para o dia 19. O console da Sony também contará com duas versões, mas com hardware e performance iguais. O que muda é que há uma opção sem leitor de discos, que custa R$ 4,2 mil, e a opção com entrada para Blu-ray, oferecida por R$ 4,7 mil.