Usar a tecnologia e a gamificação – que insere jogos nas ações, com o objetivo de engajar – para incentivar a leitura entre estudantes do 4º ao 9º ano do Ensino Fundamental, de escolas públicas e privadas do país. Essa é a proposta da Olimpíada Árvore, concurso de leitura gratuito, disputado on-line, que está com as inscrições abertas até 5 de maio.

Ao longo de quatro semanas, os participantes realizarão dinâmicas consideradas desafiadoras, elaboradas por uma equipe pedagógica especializada na formação de novos leitores. “O tempo não será tão extenso que possa desmotivar nem tão curto a ponto de o estudante não se sentir desafiado”, define a gestora Pedagógica da Plataforma Árvore, idealizadora da Olimpíada, Letícia Reina.

Matérias jornalísticas
Ela explica que a cada semana o estudante abre uma nova etapa da disputa e lê três matérias jornalísticas voltadas para o tema escolhido – que nesta edição é voltado para a celebração do Ano Internacional da Economia Criativa e trabalhará assuntos como empreendedorismo juvenil, profissões do futuro, crises econômicas e educação financeira. Em seguida, o leitor responde a um quiz de cinco questões. Ao terminar essa fase, o leitor recebe mais um desafio, para descobrir um texto misterioso. À medida em que evolui no processo, ganha pontos.

E, os vencedores de cada segmento (4º e 5º ano, 6º e 7º ano e 8º e 9º ano), além de investirem na leitura e na aquisição de conhecimento ao longo das quatro semanas na Olimpíada Árvore, vão ser premiados com tablets. Letícia Reina explica que qualquer escola do país, pública ou particular, pode participar. Um gestor da instituição deve se encarregar da inscrição das turmas participantes, que devem ser feitas aqui. 

Cada instituição de ensino pode inscrever até três turmas nesta que será a oitava edição da Olimpíada Árvore. Confirmadas as inscrições, alunos e professores terão acesso à plataforma digital Árvore Atualidades, onde ocorrerão as leituras e atividades, no período entre 5 de maio e 2 de junho.

Senso crítico
“Nosso objetivo é promover a formação de leitura crítica, para que alunos sejam cada vez mais capazes de consumir conteúdo de maneira acurada, responsável e ética e também sejam produtores de conteúdo. Queremos formar o leitor cidadão, mais crítico nesse olhar da esfera jornalística, que seja um bom leitor de notícia, que tenha mais crivo para se proteger das fake News. Estamos em um mundo extremamente acelerado de notícias, a ideia é que a gente forme desde cedo, desde o Ensino Fundamental, alunos que tenham uma leitura crítica, trabalhando habilidades das competências leitoras”, pondera a gestora.

Árvore plataforma de leitura

Gamificação é usada para engajar estudantes e incentivar a leitura

Ponto a ponto
Lincoln Cannuto Cunha, de 14 anos, aluno do Colégio Santo Agostinho, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, usa a plataforma Árvore há três anos, segundo ele, principalmente para pesquisar textos base, que o motivam para os trabalhos escolares. 
Lincoln conta que um dos temas que mais costuma pesquisar na plataforma é sobre vacinas contra a Covid-19. “O conteúdo da Árvore é mais confiável, lá, não corro o risco de encontrar fake news”, aponta o estudante, que vê a leitura como uma forma de aprender a falar melhor, a se comunicar.

De acordo com a gestora Pedagógica Letícia Reina, as duas plataformas (Árvore Livros e Árvore Atualidades) permitem à escola fazer uma assinatura para a acesso a 32 mil títulos e conteúdos pedagógicos, projetos, trilhas de leitura e conteúdo gamificado. “Quanto mais o aluno lê, mais consegue moedas. E, com elas, pode comprar sementes para cultivar árvores. As escolas assinam como biblioteca digital, tanto para professores quanto para alunos”, detalha.

Nascidas da fusão de duas empresas de leitura digital, em 2019, as plataformas atendem hoje, revela Letícia Reina, a 3.000 escolas de todo o país. A procura vem sendo maior nesta pandemia, admite, tendo em vista que muitas instituições interromperam o ensino presencial e que a leitura é instrumento para aprendizagem em várias outras áreas.

E ela diz que não são só escolas particulares que aderem ao conteúdo oferecido. “A gente tem escolas públicas de todo o Estado do Rio Grande do Sul, Recife, Manaus. Já tínhamos uma entrada de escolas públicas, mas a pandemia abriu mais essas portas”, afirma.