“Far Cry 5” foi uma das grandes produções de 2018, com o enredo polêmico em torno de uma seita radical na zona rural de Montana. Se o game original já é extenso e o conteúdo “Arcade” ainda serve o jogador de uma jogatina paralela, a Ubisoft ampliou ainda mais a oferta de conteúdos com episódios independentes, tendo como pano de fundo a Guerra do Vietnã, uma missão em Marte e, por fim, o apocalipse zumbi da expansão “Dead Living Zombie”.

Cada um dos DLC’s apostava em nuances de jogabilidade distintas. “Hours of Darkness”, exige do jogador uma exploração cautelosa pela selva vietnamita rumo a um ponto de extração. 

Já “Lost On Mars” aposta numa aventura insólita no planeta vermelho, em que o jogador deve controlar sistemas de jato propulsão e combater seres alienígenas. E mesmo com um tom debochado, era necessário ser furtivo para não atrair as criaturas.

Já em “Dead Living Zombie” a ação dá o tom da brincadeira. O episódio é dividido em sete estágios, que são roteiros de filmes de zumbis.

A história narra as tentativas frustradas de um escritor em tentar vender seus roteiros para grandes diretores de Hollywood. Mais uma vez a história é contada por meio de cartoons.

Cada estágio é um roteiro diferente, com objetivos distintos, mas que no frigir dos ovos se concentra em exterminar hordas de zumbis, que se multiplicam devido a uma arma química.

O tempo médio de cada “roteiro” gira em torno de 20 a 30 minutos, dependendo da voracidade do jogador. Por serem fases curtas não há checkpoints e nem como salvar. É preciso concluir cada estágio para liberar o próximo.

Referências
Os produtores de “Dead Living Zombie” fazem uma sátira a onda de produções do gênero e também abusam de referências a filmes como “Noite dos Mortos Vivos”, “A Morte do Demônio”, “Resident Evil”, dentre outros. Até mesmo os pôsteres de cada dos “filmes” são inspirados nos cartazes de grandes obras do terror.

Durante o game, o roteirista dialoga com o diretor, como se o jogo fosse uma leitura do roteiro. As falas são ácidas, cheias de piadas e palavrões, além de homenagens às produções de verdade. 

Logo na primeira missão, num determinado ponto o roteirista fala algo do tipo: De repente o herói encontra uma escopeta que faz inveja ao “Pau de Fogo de Ash Williams” de ‘‘Uma Noite Alucinante 3”, em alusão à forma que o protagonista chamava sua espingarda de cano duplo. 

Já no segundo “filme” o game faz piada com a série “Resident Evil”, em que um grupo de soldados valentões precisa conter os mortos-vivos numa ponte. Há até um para-quedas que remete à logomarca da Umbrella Corporation, a indústria perversa da série da Capcom, responsável pela infestação zumbi.

Vale ou não vale a pena?
“Dead Living Zombies” está disponível para quem adquiriu o passe de temporada de “Far Cry 5”. Mas seu preço avulso gira em torno dos R$ 25. Um valor que não pesa no bolso. Pode ser uma opção para quem terminou a campanha principal e também concluiu os demais DLC’s. No entanto, se tiver que escolher um dos três, “Hours of Darkness” é sem dúvidas a melhor de todos.

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