A música produzida em Minas, impactada pela pandemia – assim como toda a cadeia cultural –, ganha uma brecha para tomar fôlego. Composições dos mais variados estilos, de autoria de artistas novos, independentes ou já conhecidos, podem ser inscritas, de 13 de março a 18 de abril, na oitava edição do Prêmio de Música das Minas Gerais. Além de ganho financeiro, participantes e vitoriosos conseguem visibilidade para os seus trabalhos.

“Nosso objetivo é valorizar os artistas mineiros. A gente sabe que Minas é um estado musical. Buscamos criar mais um espaço para valorizar artistas independentes e novos”, diz Flavia Botelho, uma das gestoras e idealizadoras do projeto.

Segundo ela, a última edição, realizada antes da pandemia, há dois anos, teve 540 inscrições.

Língua Portuguesa
Para que a canção seja inscrita na disputa, ressalta Flávia Botelho, deve ser inédita e cantada em língua portuguesa, entre outros requisitos estipulados no edital do concurso, que pode ser conferido aqui. No ato da inscrição, o compositor precisa anexar, entre os dados exigidos, a letra, em PDF, e a música, em MP3.

“Dos inscritos, 60 selecionados vão receber um cachê de R$ 800 (cada um), para produzir uma live e buscar lugar entre os 12 finalistas. A gente tem uma primeira curadoria de todos os inscritos e a segunda curadoria, com jurados convidados. Os 12 finalistas terão suas músicas incluídas em um CD digital”, destaca ainda a gestora, informando que os nomes dos 60 classificados serão divulgados em 18 de abril.

O passo seguinte será a seleção dos 12 finalistas. Essas composições poderão ser conhecidas em lives, transmitidas pelo YouTube do projeto, cujo calendário de apresentação on-line será divulgado pela organização do Prêmio de Música das Minas Gerais. Os três primeiros colocados, entre os 12 finalistas, também receberão prêmios em dinheiro. Serão R$ 7 mil para o grande campeão, R$ 5 mil para o segundo lugar e R$ 3 mil para o terceiro.

On-line
Em virtude da pandemia, esta oitava edição do certame será toda on-line. Nos anos anteriores, o prêmio chegou a levar algumas de suas fases a cidades do interior, como Sete Lagoas, Diamantina, Montes Claros, Pará de Minas, Ouro Preto, Viçosa e Uberlândia. “Destacamos a capilaridade desse projeto para o interior, para Minas inteira. É um prêmio que permite inscrições de músicos residentes no Estado todo”, reforça Flávia Botelho. Segundo ela, a proposta tem aprovação na Lei Estadual de Incentivo à Cultural, com financiamento da empresa Claro.

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