A originalidade das composições é decisiva para que se destaquem no Prêmio de Música das Minas Gerais. “Isso é muito importante, porque, hoje em dia, muita gente copia muito”, alerta o curador e jurado do concurso desde a sua primeira edição, Emílio Perione – que é músico, compositor e arranjador.

“Temos o cuidado de buscar coisas novas, estilos novos, arranjos novos. A gente observa muito se o trabalho imita ou tenta fazer algo parecido com o que já existe”, diz ainda Perione. “Nas últimas edições, tivemos muitas coisas boas, compositores e compositoras que mostraram um lado muito diferente do que está acontecendo, muitos cantores e cantoras com extensões de voz diferentes. Foram fantásticas as coisas novas, e, para a minha surpresa, como não está na mídia”, lamenta.

O arranjador salienta que todos os ritmos musicais são bem-vindos. Sinal disso é a diversidade de estilos já premiada. Na última edição, por exemplo, a canção vencedora foi “Na Roça”, do grupo A Outra Banda da Lua, de Montes Claros. Estilo bem diferente, por exemplo, da segunda colocada, “Sopro de Sanidade”, do músico, cantor e compositor Emílio Dragão, de BH; e do samba que conquistou o terceiro lugar, “Eu Fui à Feira”, de Michelle Andreazzi, também da capital.

Emílio Dragão, que pretende inscrever canções nesta nova edição do prêmio, conta que faz música brasileira, mistura ritmos como rock e afro. Por 17 anos, ele foi um dos integrantes da banda Djambe, extinta em 2019. 

O músico conta que participa de festivais há muito tempo e já conquistou 25 prêmios. “É muito legal, pela interação, a gente conhece muitos artistas, o clima não é de competição, acabam saindo parcerias dali”, descreve ele, que revela ter adquirido muitos instrumentos com recursos vindos desse tipo de premiação.

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