Uma das competências (para usar a expressão da moda) de um bom caçador é a paciência. Encontrar a presa ideal pode demorar horas ou até dias. E em "Predator Hunting Grounds" essa habilidade se faz necessária. Neste game, o jogador assume o papel do alienígena do cinema, que tem como objetivo caçar os outros jogadores da sessão, que fazem o papel de soldados. O predador não precisa ficar de tocaia esperando sua vítima cair numa arapuca. Geralmente, quando ele aparece é uma carnificina. 

O problema do game é que as partidas demoram uma eternidade para acontecer. Isso porque todo mundo quer jogar com o predador. Assim uma partida partida na pele do bichão pode demorar 20 minutos para iniciar. Sim, cronometramos o tempo para entrar no jogo. Em nosso teste foram diversas tentativas e em apenas cinco delas conseguimos jogar com o E.T. rastafari. Já como soldado, foram inúmeras.

No Metacritic, indexador de notas e comentários sobre games e demais produtos da indústria do entretenimento, muitos comentários pontuam justamente a demora para conseguir entrar numa partida. E faz sentido. Jogar com os soldados é uma experiência divertida, mas trivial. Trata-se de algo que se vem em qualquer jogo de tiro em terceira pessoa. 

Os jogadores têm diferentes objetivos como sabotar instalações, hackear computadores e outras tarefas que fazem parte de sua "missão". O encontro com o predador é uma espécie de acaso, com no longa-metragem de 1987. Mas sejamos francos, todo mundo quer ser o predador, usar aquele canhão no ombro, ficar camuflado, arrancar a cabeça dos humanos e espetar aqueles garfos no bucho das presas. 

E é aí que está o problema. A fila fica longa, ninguém arreda o pé e o jogo não acontece. A Illfonic, produtora do jogo, já tinha passado por essa experiência com "Friday the 13th: The Video Game". Todo mundo queria ser o Jason e não uma incauta adolescente que foi parar em Cristal Lake com o namorado.

Cosméticos

Como todo jogo online que se preze, o jogador pode customizar seus personagens. Essas alterações ocorrem com a aquisição de caixas. Nelas há pinturas de armas, pinturas faciais, artigos de vestuário, como bonés, máscaras e outros apetrechos, além de uniformes diferentes. 

As caixas são compradas com os créditos adquiridos nas batalhas. Mas o jogador podem comprar créditos com dinheiro real, assim como itens exclusivos. São modificações visuais sem impacto no desempenho.

Quem quiser melhorar seu armamento precisará acumular pontos de experiência para subir de nível. Nesse caso é possível conseguir maior poder de fogo para derrubar o predador. Na pele do bicho, é possível ter acesso ao arsenal do monstro, como lança, novas garras e demais armas, que podem fazer com que a criatura seja ainda mais letal.

Mas vale a pena?

A resposta é sim. "Hunting Grounds" é um game extremamente divertido. Quando se joga com os humanos, o grande barato é armar armadilha para apanhar o predador. Claro que alguém do grupo tem que ser o "boi de piranha". Mas há kits médicos e até mesmo a possibilidade de voltar ao jogo, por meio de chamado de reforço. 

Por mais que ele seja forte, o monstrão também tem suas limitações. Diante do fogo cruzado é difícil conseguir se safar. O grande problema é que muitas vezes, ao ser derrotado, o jogador no comando do alienígena pode ativar uma bomba relógio. Schwarzenegger quase perdeu a batalha por causa dela. E se o jogador bobear explode junto como predador.

Com versões para PC e PS4, "Predator: Hunting Grounds" tem preço sugerido de R$ 160.