Indicativo apresentado pela consultoria de mercados Euromonitor Internacional, em relatório de julho deste ano, mostra crescimento da preferência dos consumidores por cosméticos premium no ano passado. “Além da melhoria geral nas perspectivas econômicas, a taxa de câmbio volátil observada em 2019 ajudou as marcas premium a vender mais os produtos facilmente no Brasil. Ainda, vários varejistas especializados em vestuário e calçados dedicaram área de loja à venda de produtos premium de beleza e cuidados pessoais”, expõe o documento, com dados coletados antes da pandemia.

“Os cosméticos de primeira linha são ricos em aminoácidos e proteínas e acabam repondo o que é retirado em uma descoloração, por exemplo. Ao invés de arrumar os cabelos no salão de três em três meses, eles ajudam a manter a qualidade do trabalho e estender esse tempo entre visitas para duas vezes ao ano”, observou o hair stylist Idalécio Ferreira, proprietário do salão Mood Beauty, no bairro Funcionários, Centro-Sul de BH, em live no nosso Instagram.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Jornal Hoje em Dia (@jornalhojeemdia) em

Para o pós-pandemia, mesmo que a Euromonitor aponte uma leve queda no consumo dos produtos premium, de 4%, em 2020, a recuperação deverá ocorrer logo no ano que vem, com a adesão a tratamentos estéticos, por exemplo. “O cliente vai buscar investir cada vez mais em procedimentos que promovam qualidade de vida e bem-estar. As terapias alternativas estão em alta. Os cuidados com a pele para mantê-la em equilíbrio, também! Isso significa que a busca para manter a hidratada e protegida por meio de protocolos estéticos está cada vez mais em evidência”, destaca Patrícia Carvalhais, coordenadora do curso de Estética das Faculdades Promove.

Naturais

No relatório sobre cabelos, além da busca por produtos de alta performance, a Euromonitor observou que os relaxantes continuaram a registrar desempenhos modestos, à medida que os consumidores aceitam, cada vez mais, os cabelos naturais.

De acordo com Idalécio Ferreira, se antes os salões ficavam cheios com 85% das clientes buscando progressivas, hoje são as morenas iluminadas a “bola da vez”. A tendência de coloração, em alta já há dois anos, segue como carro-chefe.

“Estamos saindo do Outono-Inverno, e encaminhando para a reta final do ano, minha aposta é na continuidade das morenas iluminadas, com cores mais quentes. Tudo depende da análise do rosto, dos olhos, de um visagismo, para determinar o que é melhor para a cliente. Até os loiros estão mais dourados, os platinados não estão tão em alta”, contou.

Sobre os cortes, o hair stylist é categórico em dizer que uma variação do “bob” está no topo dos desejos das mulheres. “Atravessamos uma tendência de long bob, que é o Chanel de bico, com a nuca aparecendo ou tocando no trapézio. O blunt bob agora é uma tendência, é um corte mais reto, mais pesado, na altura dos ombros. Um meio-termo entre o longo e long bob”.

Leia mais sobre moda e beleza em:

Em tempos de crise, consumo de cosméticos está aliado à busca por bem-estar físico e mental

Moda na quarentena: serviço individualizado no conforto do lar antes, agora e sempre

De porta em porta: marcas de moda apostam em 'malinhas personalizadas' para conquistar clientes

Festa do pijama! Pandemia faz roupa de dormir roubar a cena e se tornar protagonista

Inovação e comunicação digital são essenciais para a moda durante pandemia do coronavírus