Um alerta acendeu na vida de Denise Gomes aos 36 anos. O ano era 2000, quando ela foi diagnosticada com esclerose múltipla. A doença, considerada uma sentença limitante na vida de muita gente, serviu de estímulo para que Denise buscasse garantir a melhor qualidade de vida possível. 

Autoconhecimento e informação foram elementos fundamentais na luta dela por uma vida plena depois dos 50 anos.
Hoje, aos 57, a ex-bancária mantém uma rotina de atividades físicas diárias, na qual inclui caminhadas de até oito quilômetros. Denise revela que nunca esteve tão saudável, mesmo sendo portadora de uma doença autoimune. 

“Quando eu era mais nova, só pensava em trabalhar, criar meus filhos. Era uma correria, não tinha tempo para nada, tinha uma vida sedentária”, recorda.

“Hoje, a gente sabe que 
uma parte das doenças, 
como a demência e suas consequências, podem ser prevenidas com hábitos 
de vida saudáveis” (Juliana Elias Duarte, geriatra)

 

Em forma

A geriatra Juliana Elias Duarte afirma que não há idade certa para começar a se preocupar com a velhice, mas reforça que quanto mais cedo, melhor. Se possível, antes dos 40 anos, para chegar aos 50 na melhor forma.

“Grande parte dos pacientes que chegam até nós têm mais de 60 anos e estão com vários problemas de saúde, problemas graves, como demência e quadros depressivos. Hoje, a gente sabe que uma parte das doenças, como a demência e suas consequências, podem ser prevenidas com hábitos de vida saudáveis”, adverte. 

Otimismo
A especialista pondera que metade da nossa saúde está nas nossas mãos. É que 50% dos nossos problemas de saúde são evitáveis, e os outros 50% são genéticos, que não podemos evitar. 

“O convite que faço é que olhemos com otimismo para a vida, como se ela fosse um copo meio cheio, 50% é um percentual alto de possibilidades de sermos saudáveis e vivermos bem”, ressalta a médica.

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