Pintar o próprio cabelo, depilar-se em casa e fazer as unhas sozinha são algumas das ações da interminável quarentena que mostram que a experiência das consumidoras de beleza mudou significativamente no último ano. E, não se engane, essa não é uma exclusividade feminina, os homens também passaram a fazer o que não faziam antes em relação à aparência.

O isolamento social imposto pela pandemia somado ao fechamento de serviços considerados não essenciais, como salões de beleza, manicures e barbeiros, provocou uma busca frenética pelo do it yourself (faça você mesmo, na tradução livre). De acordo com levantamento do Google divulgado na última semana, isso gerou uma maior autonomia em relação aos cuidados com a beleza.

29% não usam mais batom
22% não usam mais base
12% estão usando mais rímel e delineador
36% continuam usando normalmente maquiagem nos olhos

Enquanto as buscas por “barbeadores e aparadores de cabelo” cresceram enormes 420% em 2020, deixando claro o interesse por resolver a relação com o barbeiro dentro de casa mesmo, “como cortar a franja sozinha” foi uma frase que saltou 160% no Google. Além disso, a pesquisa apresenta que 41% das brasileiras estão fazendo as unhas sozinhas durante a quarentena, enquanto 22% pintam o próprio cabelo e 33% se depilam em casa.

"As pessoas já não podem terceirizar essa rotina com tanta frequência, como fazer as unhas ou pintar a raiz dos cabelos. Então, fica a reflexão: o quanto a gente vai querer tomar conta e exercitar os nossos hábitos de cuidado com a aparência depois da quarentena? Será que se fosse só a gente fazendo o tempo inteiro, apareceríamos para o outro como aparecemos hoje?", questionou Marina Pires, Head de Conteúdo para Programas Executivos do Google Academy, em palestra recente pela gigante da internet.

Frase Salão de beleza em casa: Google mostra como a pandemia estimulou mudanças no consumo do setor

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Conforme dados do Google, ao passo em que as medidas de isolamento afrouxarem, muitos irão, sim, retornar aos salões de beleza, clínicas de depilação etc. Mas, outros, não. Cerca de um terço dos consumidores pretendem voltar com os serviços que acharem necessários, outros 14% retornarão apenas no caso de cuidados com os cabelos e 13% pretendem continuar sem terceirizar os serviços.

A mudança de comportamento constitui mais um desafio para proprietários desses espaços, especialmente em cidades como Belo Horizonte, que ainda estão em lockdown. Caso da cabeleireira Thalita Sampaio, dona de um ateliê no bairro de Lourdes. “É preciso pensar em diferenciais para o serviço se tornar mais atraente. No meu espaço, atendo apenas uma pessoa por vez, e, além de oferecer corte e coloração, ofereço tratamentos capilares com óleos essenciais, terapias inovadoras para os fios e um ambiente tão tranquilo quanto a própria casa do cliente. É uma jornada de experiências”, conta a empreendedora.

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Confira os dados do Google:

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