Todo início de ano, a Samsung apresenta novidades da linha Galaxy S e durante o ano atualiza as versões das prateleiras de baixo até renovar o Galaxy Note no terceiro trimestre. Este ano, ela antecipou a data e divulgou o telefone em janeiro, e já tivemos contato com ele.

Testamos a versão topo de linha, S21 Ultra, que tem como principal novidade a rede 5G (que ainda é utopia no Brasil), mas que também traz melhorias significativas em relação ao antecessor, mas não tão expressivas como foi a virada do S10 para o S20.

Visualmente, a principal mudança está no revestimento das lentes traseiras. Ele utiliza moldura semelhante ao do Note 20, em que cada uma delas tem sua própria cobertura. Além da estética mais organizada também aumenta a proteção. 

Suas dimensões também são levemente menores, a tela tem 6,8 polegadas, contra 6,9 do S20 Ultra. Mas não compromete na hora de ver um filme, jogar o manusear apps.

Por dentro

Mas é por dentro que o S21 evoluiu. O principal ganho foi na memória. A versão testada conta com os mesmos 12GB de RAM do S20 Ultra. Mas há uma opção que entrega 16GB de RAM. 

Para se ter uma ideia, um notebook de entrada é vendido geralmente com 4GB de RAM, enquanto um modelo intermediário é montado com 8GB de RAM. Já uma máquina de alta performance, como um notebook gamer, é comercializada com 16GB de RAM. 

Ou seja, é muita memória para deixar diversos aplicativos rodando simultaneamente sem atrasos. E os 12GB da versão testada são mais que suficientes para editar vídeos, jogar games, gravar em 8K e outras funções robustas. 

Outra novidade é que ele é capaz de ajustar a taxa de quadros reproduzidos na tela. O S20 chegou com 120 Hz (um monitor convencional de computador entrega 60 Hz). No entanto, o S21 pode reduzir essa taxa quando se utiliza aplicações de baixa demanda.

Em outras palavras, significa que a tela pode “piscar” extremamente rápido ou devagar para poupar energia da bateria. 

Armazenamento

O armazenamento do S21 também mudou e passou a ser fixo. Ou seja, não conta com slot para Micro SD. Agora ele é oferecido com 256 GB e 12GB de RAM ou 512GB e 16GB de RAM. 

Mas, sejamos sinceros, 256 gigas é espaço mais que suficiente para guardar fotos e vídeos, ainda mais com o crescimento do armazenamento em nuvem. Em nosso teste, baixamos games, músicas, um monte de aplicativos, filmes, gravamos vídeos em 8K e o telefone não pediu água.

Mas…

No entanto, nem tudo são flores no S21. Apesar de ser um aparelho vistoso, poderoso e com o que há de mais moderno em tecnologia móvel, a Samsung derrapou em adotar uma política de economia de palito tal como fez sua principal concorrente. Assim como o iPhone 12, o S21 vem numa caixinha magra, apenas com o cabo USB-C. Pois é, ele não oferece carregador e nem mesmo fones de ouvido.

A remoção do fone tem como objetivo estimular a aquisição dos modelos sem fio da linha Buds, igual a rival faz com seus nababescos AirPods. Mas remover carregador é um pouco demais para um aparelho que tem preço sugerido de R$ 8.549.</CW>{CAPTION}

EVOLUÇÃO – Galaxy S21 Ultra chega com evoluções importantes como opção com 16GB de RAM, ajuste de frequência de tela e melhor zoom ótico, mas perde fone e carregador