Games cooperativos são muito mais legais que os de “mata-mata”. Juntar uma galera para cumprir um objetivo de forma conjunta é bacana, tem um ar de gincana escolar. “Back 4 Blood” chega ao mercado para trazer de volta o espírito de coletivismo, sem essa história de que só pode haver um. 

 

Depois de testar a versão Beta, foi a vez de conferir o game pronto. Antes de mais nada é preciso situar o amigo na história do jogo. A temática é o bom e gosmento apocalipse zumbi. Com o mundo em frangalhos pequenos grupos de resistência se mantém de pé para não deixar que a humanidade desapareça. Essa é a história.

O game é sucessor espiritual de “Left 4 Dead”, de 2009. Tanto que foi produzido pelo mesmo estúdio, a Turtle Rock, mas com distribuição da Warner Bros e não pela Valve. 

No game, o jogador integra uma equipe de quatro participantes. O jogo oferece oito personagens (Walker, Holly, Hoffman, Evangelo, Karlee, Doc, Jim e Mãe), cada um com suas características. Mas o que vale mesmo é ser rápido e ter pontaria certeira. 

O objetivo é fazer com que a equipe cruze os cenários em diferentes atos. A cada ato, é preciso varrer o caminho, detonando as criaturas. O game permite jogar com outros três jogadores em rede, ou com bots. Mesmo que o mais legal seja ter pessoas de verdade na sessão, os bots não deixam o jogador travado esperando alguém para jogar, como era frequente em games do gênero, como “Predator: Hunting Grounds”.

Gameplay

“Back 4 Blood” em um FPS por função. O jogador carrega sua arma principal e outra secundária. É possível comprar melhorias. Mas o acessório é para aquela arma em específico. Ou seja, o jogador equipa seu fuzil com mira laser, mas durante a campanha encontra uma escopeta. Esta não terá o acessório. Mas pode vir com outro adicionado por outro jogador. 

Assim, é bom o jogador escolher um trabuco e continuar com ele durante a campanha. Já a arma secundária pode variar entre pistolas e armas brancas, como tacos e machados. A vantagem é que as brancas causam dano e não dependem de munição. Por outro lado, exigem proximidade com o inimigo. 

Itens como medicamentos, granadas e outros explosivos completam a lista. O jogo ainda oferece cartas de benefícios. O jogador, a cada fase pode escolher cartas que garantem melhorias temporárias de armamento, mira, recarga e saúde.

Monstros 

No game, os zumbis são chamados de “Ridden”. Apesar de trôpegos, eles se movimentam rápido. Daí é preciso ficar sempre atento. Se não bastasse, o game também adiciona criaturas mais poderosas como os cuspidores: que atacam a distância. Já o “garotão” é um cara que tem um braço que parece uma clava. E ainda tem um gigante. Todos eles têm seus pontos de fraqueza (destacado em vermelho). Para essas criaturas, o ataque à distância é fundamental.

Isso porque essas criaturas causam muito dano e medicamentos são itens que não estão em qualquer ponto. O jogador quando derrubado pode ser reanimado por um colega. Mas no calor do momento, é comum não dar tempo de ser socorrido. Então, a dica é manter a distância e evitar aglomerações de zumbis, pois quando eles se amontoam é difícil eliminá-los e até mesmo fugir.

Gráficos

O visual de “Back 4 Blood” surpreende. O game tem cenários caprichados, com texturas refinadas em todo os ambientes, sem aqueles fundos opacos que lembram o cortiço de “Chaves”. 

Um ponto legal é que os personagens vão se cobrindo de sangue e vísceras durante as fases. Muitas vezes o jogador confunde o colega com um zumbi. 

Palavra final

“Back 4 Blood” chega como mais um título que bebe na doce poça de sangue do apocalipse zumbi. É um game em que o jogador pega o jeito rapidamente. Seu grande barato é permitir que o jogador consiga jogar tanto sozinho, quanto na companhia de colegas. 

Mas como nem tudo são flores, seu único senão é o preço. Caro, seus valores variam de R$ 280 a R$ 500, com edições para PC, PS5, PS4, Xbox Series X/S e Xbox One.