A pandemia do Coronavírus COVID-19 se tornou o assunto mais falado do planeta, com mais de 120 mil infectados, tem forçado ações drásticas para mitigar sua propagação. Fronteiras fechadas, eventos cancelados, quarentenas são algumas medidas tomadas. E coincidentemente, a Ubisoft publicou o conteúdo “Warlords of New York” para “The Division 2”, que aborda justamente uma epidemia que levou os Estados Unidos à ruínas. 

Claro que a publicação não tem nenhum vínculo com a pandemia, pois trata-se de um conteúdos que estava em desenvolvimento há meses. Mas mesmo assim não há como deixar de relacionar a vida real com a ficção. 

Em “Warlords”, o jogador que cumpre suas missões no que restou de Washington D.C., é escalado para ir para Nova York. A Big Apple foi o cenário do primeiro título da série. Foi lá que a epidemia dizimou a cidade em pleno Black Friday.

No game, o jogador e integrante de um esquadrão de elite que dá nome à produção. Os agentes da “Division” foram enviados para Manhattan após a cidade ser isolada para neutralizar a violência. O problema é que o vírus se espalhou pela Costa Leste e tomou a capital. Com o time dividido nas duas cidades, um grupo de agentes resolveu desertar e instalar seu império do mal diante dos sobreviventes de NY. E é nesse cenário que o jogador é inserido. Sua missão é eliminar cada um dos traidores, que estão escondidos pela cidade.

Jogabilidade
Em termos de jogabilidade não diferenças para o conteúdo original de “The Division 2”. O jogador pontua quando combate para poder subir de nível. A cada evolução ele tem acesso a equipamentos mais potentes e também recebe pontos para gastar em novas habilidades. 

O processo de evolução do personagem é algo que já foi um problema no primeiro game e que pessoalmente acho desnecessário. Tudo bem que sua função é separar jogadores menos experientes daqueles com mais tempo de jogo. Para formar partidas mais parelhas. Mas nada impede de quem um jogador de nível elevado possa se juntar com outro de nível inferior.

No entanto, quanto mais alto é seu nível mais elevado será o nível de seus inimigos, o que exige um constante troca de armas e vestimentas. Assim, se um jogador de baixa pontuação entra numa missão conjunta com o mais experiente, dificilmente conseguirá ter sucesso devido ao nível elevado dos inimigos. 

O ideal seria manter a receita de “Ghost Recon: Wildlands” em que os jogadores adquirem novas habilidades e apenas melhoram suas armas. 

Linha de fogo
“Warlords” mantém o estilo tático da série. O jogador apesar de carregar três armas (primária, secundária e pistola) pode acumular dezenas de metralhadoras, escopetas, rifles de precisão e até lança-granadas no inventário. O ideal é sempre ter à mão uma arma de longo alcance e outra de cadência elevada para combates a curta distância. 

O segredo é sempre avançar com cuidado, buscando proteção e tentando pegar os inimigos de surpresa. Tentar bancar o Rambo geralmente acaba em morte. 

Entre uma missão e outra há sempre hordas vagabundos, rebeldes. O jogador precisa cruzar a cidade a pé. Muitas vezes é melhor ignorar uma gangue e focar no objetivo.

Disponível para PC, PS4 e Xbox One, a expansão custa R$ 100.