Ficar em casa tem sido a palavra de ordem mundo afora. Com a pandemia do Covid-19 fora de controle, ainda vai demorar para viajar, ir a show, teatro, cinema e jogos de futebol. O jeito é fazer isso da sala de casa, inclusive com qualidade de imagem em 8k. 

A Samsung lançou no Brasil um pacote com 40 aparelhos, entre televisores, sound bars (aquelas caixas compridas que ficam abaixo da TV) e projetores em sua linha 2021. A euforia da sul-coreana tem suas razões. Ela nunca vendeu tanta TV como em 2020. 

E o motivo dessa explosão foi justamente a pandemia. “Tivemos um grande ano para televisores em 2020. Seja em número, faturamento e consumo de aplicativos tivemos um crescimento muito grande. A TV foi o principal fator de diversão no meio da quarentena”, aponta, sem poder dar números exatos, a gerente da divisão de televisores, Thais Meglior. 

Fato. Além da Covid, 2020 também testemunhou a explosão das lives. Shows, bate-papos, encontros corporativos, tudo passou a ser feito por intermédio de uma tela. E quanto melhor a definição melhor. 

Para 2021, a cereja do bolo é a Neo QLED QN900. Com tela de 85 polegadas e tecnologia micro LED, que é 40 vezes menor que um LED convencional. Segundo a marca cada ponto de luz é responsável por iluminar cada pixel da tela, o que garante qualidade de imagem impressionante, além da resolução 8K. Se não bastasse, ainda tem o sistema de áudio de 80 watts RMS. O aparelho chega para ser o que há de mais moderno em televisores.

Sem bordas e com espessura de 1,5 cm, ela conta com um novo sistema de suporte que praticamente não deixa fresta. Além disso, oferece função de cabo único, que desce discretamente pela parede. O preço da brincadeira, R$ 99 mil.

Claro que há opções mais mundanas. A gama de smart TV, com resolução 4K, parte de R$ 3,3 mil, na linha Crystal e R$ 5 mil, na QLED, assim como opções 8K menos platônicas. Segundo Meglior, o interesse pelo 8K aumentou devido ao crescimento natural de conteúdos no formato. “Nossos smartphones, desde o Galaxy S20 já filma em 8K. Este ano os jogos olímpicos terão opção de transmissão em 8K”.

Ou seja, é mais ou menos o que aconteceu em 2013 com a chegada dos aparelhos 4K de olho na copa de 2014 e a consolidação da tecnologia para o mundial de 2018. Hoje, modelos Full HD se resumem às linhas de entradas e de telas pequenas.

Na parede

Outra opção que ela trás para o mercado brasileiro é a linha de projetores a laser (The Premiere LSP7 e LSP9), que ficam posicionados a poucos centímetros da área de projeção. Ou seja, ao invés de pendurar o projetor no teto, a Samsung desenvolveu um aparelho que fica diante da parede e conta com sistema de áudio. Thais explica que esse equipamento de cerca de 11 quilos é mais prático que um projetor convencional. 

“Por ser a laser, ele fica junto à área de projeção criando uma tela de 130 polegadas, com a vantagem de não ter as cores lavadas como num projetor convencional e resolução 4K. O melhor é que ele é portátil, seja para uso doméstico ou corporativo, é só posicionar próximo à parede”, explica a gerente.

O único senão é que o LSP 7 custa R$ 40 mil e o LSP9 não sai por menos que R$ 65 mil. E, claro, a parede tem que estar limpinha, não é? Pois não dá para ficar bom com o reboco despencando.