Comemorar efemérides é sempre um grande momento. Centenários, cinquentenário, bodas, tudo é motivo de festa e claro, negócios. E nessa toada “WRC 10” estreia para celebrar os 50 anos da criação do Campeonato Mundial de Rali (WRC), que unificou diversos ralis em 1972 e deu largada em janeiro de 1973. E como se trata de uma edição especial, o estúdio francês Kylotonn resolveu adicionar diversos carros que fizeram história na competição.

Ao contrário das edições anteriores, em que sempre se priorizou a temporada do ano da publicação, nesta edição, além dos carros e equipes que disputam o WRC de 2021, o game também adiciona bólidos clássicos como Alpine A110, Audi Quattro, Citroën C4, Ford Focus Mk 2, Lancia Delta Group A e o imortal Subaru Impreza WRX, carro em que Colin McRae doutrinou na temporada de 1996.

É bem verdade que nenhum desses carros são novidade nos games. Na série “Dirt Rally”, boa parte desses automóveis estão à disposição dos jogadores, assim como “Sebastien Loeb Rally Evo”, “Gravel” e até mesmo em “Gran Turismo”. Mas é bacana ver que os produtores fugiram da rigidez do jogo e adicionaram esses conteúdos.

Pode parecer simples, mas adicionar carros é sempre um desafio, pois demanda burocracia, licenças, reprodução de física, dentre outras tarefas que tornam o cronograma de lançamento mais apertado e faz o orçamento ficar mais caro.

Gameplay

A série “WRC” sempre teve foco na simulação. O jogador pode ajustar o nível de realismo, mas ele está longe de ser uma indicação para quem curte corridas despretensiosas e sem medo de detonar o carro numa pedra. 

O game segue o cronograma oficial da temporada, com todos as etapas programados para cada rali. Vence a prova quem completar cada estágio em menor tempo. O game também adiciona os Power Stages, que dão pontuação extra para quem vencer. Estes muitas vezes são disputados com largadas paralelas em que os carros trocam de lado numa pista estreita, que é uma festa para o público.

Realismo

Um dos grandes baratos da franquia é que o jogador precisa preservar seu carro. Numa prova de rali, é comum sofrer avarias. Afinal, trata-se de uma corrida disputada em terrenos de baixa aderência, com pedras, árvores, ladeiras, pontes e toda sorte de obstáculos.

Daí, errar uma curva ou perder a traseira pode resultar numa colisão. Os danos podem ser apenas um amassado na lata, assim como uma avaria grave de suspensão, estouro de pneu, perfuração do radiador, assim como no motor e transmissão. 

Dessa forma, é fundamental que o jogador fique atento às orientações do navegador. Saber a hora de tirar o pé, puxar o freio-de-mão e dar motor garantem não apenas o melhor tempo, mas também evitam uma pancada forte que pode custar o dia.

Isso porque, cada dia de rali pode ter mais de um estágio. Arrebentar o carro na primeira especial, pode resultar em um carro danificado na última largada. Além disso, como no rali, há um tempo de reparo no final do dia. E se o carro estiver muito maltratado pode não ser possível consertar tudo, o que resulta num segundo dia menos competitivo.

Visual

O game promete uma melhoria visual considerável diante de seus antecessores. Apesar de ser um jogo técnico e bem produzido, as edições à cargo da Kylotonn nunca brilharam diante dos olhos. Não que fossem rudimentares, mas não eram tão detalhadas como em “Dirt Rally” por exemplo. Isso quando falamos em consoles como PS4 e Xbox One, pois no PC sempre se pode conseguir melhor resultado, dependendo do que há dentro do desktop. 

Agora o game chega pensado para atender aos requisitos de processamento de PS5 e Xbox Series X/S. Também é esperado um acabamento mais refinado nas edições para os veteranos. Com versões para PC, PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch, os preços variam de R$ 250 a R$ 400 de acordo com a edição e plataforma. 

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