APÓS PARECER DE COMISSÃO

Projeto de Zema para privatização da Copasa está pronto para ser discutido no Plenário da ALMG

Medida recebeu aval em 1º turno da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia; votação ocorreu em meio a tentativas de obstrução por parte da oposição

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 25/11/2025 às 14:59.Atualizado em 25/11/2025 às 17:32.
Trabalhadores da Copasa acompanharam as discussões e a votação do parecer na comissão (Alexandre Netto/ALMG)
Trabalhadores da Copasa acompanharam as discussões e a votação do parecer na comissão (Alexandre Netto/ALMG)

O Projeto de Lei (PL) 4.380/15, que permite a privatização da Copasa, já pode ser pautado no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). De autoria do governador Romeu Zema (Novo), o texto autoriza o Governo a iniciar o processo de desestatização da companhia para abater os juros da dívida do Estado com a União. A futura empresa deverá adotar o modelo de corporation, no qual nenhum acionista concentra "grande poder decisório".

A proposta recebeu o aval em 1º turno da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) da ALMG nesta terça-feira (25). A votação na FFO ocorreu em meio a tentativas de obstrução e argumentos contrários por parte da oposição a Zema.

O Governo do Estado diz que a privatização é essencial para viabilizar os investimentos necessários para a universalização do acesso à água e ao tratamento do esgoto, conforme as determinações do Marco Legal do Saneamento Básico.

O projeto também integra o conjunto de medidas do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), por meio do qual Minas Gerais pretende renegociar o pagamento de sua dívida com a União.

Fundo estadual de saneamento básico e  tarifa social são exigidos nas Comissões

Durante a tramitação do PL 4.380/15 nas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Administração Pública, foram propostos textos substitutivos com exigências para proteger o bom atendimento aos usuários e os empregos dos funcionários da empresa.

Entre essas determinações, estão prazo para que o governo encaminhe à ALMG projeto de lei para criar um fundo estadual de saneamento básico, o cumprimento de metas de universalização dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário, considerando a inclusão de áreas rurais e núcleos urbanos informais, e a garantia de prestação de serviços de qualidade.

As comissões também buscaram assegurar aos funcionários da Copasa a manutenção dos contratos de trabalho por um período de 18 meses após a privatização, a continuidade da tarifa social para a população mais vulnerável e a chamada modicidade tarifária, que é o princípio de manter as tarifas de serviços públicos essenciais em preços justos e acessíveis para consumidores.

Outra determinação autoriza a empresa a promover a incorporação da subsidiária Copanor, criada em 2007 para garantir o atendimento no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri.

Questionamentos da oposição

Durante a votação do parecer na FFO, a deputada Beatriz Cerqueira (PT), oposição a Zema na ALMG, questionou o que considera narrativas construídas pelo governo sobre a garantia de empregos, as tarifas e a criação do fundo de saneamento. Ela citou casos de demissão em massa após o prazo de estabilidade dos trabalhadores e cobranças abusivas em outros estados onde houve a desestatização de empresas de saneamento.

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