O áudio que circula nas redes sociais em que o governador Fernando Pimentel (PT) confirma o pagamento integral do salário referente ao mês de novembro deste ano dos servidores estaduais da ativa e aposentados para o dia 5 de dezembro, e garante o 13º, também integralmente, para o dia 22, não procede.

Conforme o Estado, a mensagem realmente foi gravada pelo chefe do Executivo, mas refere-se a 2015. Por enquanto, conforme o Governo, os servidores públicos vão continuar recebendo os vencimentos de forma parcelada. O escalonamento foi adotado em fevereiro de 2016 por causa da crise financeira que afeta os cofres públicos, segundo justificativa do Executivo.

Com relação ao 13º, a assessoria do Governo informou que a data do pagamento ainda não foi definida. "Todas as questões relativas ao 13º serão discutidas em reunião com a Comissão de Acompanhamento da Folha de Pessoal, que é formada por representantes do governo estadual e dos sindicatos dos servidores públicos do Poder Executivo".

De acordo com a nota enviada para a reportagem, a data, o horário e o local ainda não foram definidos. "Tão logo sejam escolhidos os critérios sobre como se dará o pagamento do referido direito, a Secretaria de Fazenda emitirá um comunicado oficial".

Esperança

Em entrevista ao Hoje em Dia, o vice-governador eleito Paulo Brant (Novo) afirmou que a regularização do pagamento dos servidores públicos do Estado pode acontecer ainda no primeiro ano do novo governo. O economista condicionou o fim do parcelamento a um acordo de Romeu Zema (Novo) com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o refinanciamento da dívida de Minas com a União. 

Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), o rombo de Minas com o governo federal atingiu R$ 86,1 bilhões em outubro. Neste ano, o Estado já desembolsou R$ 3,5 bilhões com o pagamento da dívida. 

“Se conseguirmos fazer um bom acordo com o governo, temos chances de agilizar bem os prazos. Esse acordo é fundamental. Os ajustes que vamos fazer, reduzindo o número de secretarias, o número de cargos comissionados, ajudam, mas o fundamental não é isso. Esses gestos são bons, melhoram a gestão, sinalizam para a sociedade que o governo está querendo adotar uma política austera, mas o tamanho da dívida é tão grande, que o acordo com o governo federal é fundamental. Se fizermos um bom acordo acredito que podemos normalizar o pagamento dos servidores ainda no primeiro ano”, enfatizou. 

*Com Lucas Borges

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