O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou um balanço que aponta que o 13º salário deve injetar cerca de R$ 197 bilhões na economia brasileira. O montante representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em Minas, a expectativa é de que o Estado receba, a título de 13º salário, cerca de R$ 17,7 bilhões, aproximadamente 9% do total do Brasil e 17,7% do Sudeste.

O Dieese estima que 84 milhões de brasileiros sejam beneficiados com um rendimento adicional. Além dos trabalhadores formais, fazem parte do cálculo os empregados domésticos, os beneficiários da Previdência Social e os aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. Cada trabalhador receberá cerca de R$ 2.192 de acréscimo.

Refletindo a maior capacidade econômica da região, a parcela mais expressiva do 13º salário (50,9%) deve ficar nos estados do Sudeste, região que concentra também a maior parte dos trabalhadores, aposentados e pensionistas. 17,7% deste dinheiro arrecado está concentrado em Minas Gerais. O número de pessoas que receberá o décimo terceiro no Estado é estimado em 8,9 milhões, 10,5% do total que terá acesso ao benefício no Brasil.

De acordo com as informações do Dieese, 16,1% do montante a ser pago devem ficar com o Sul, enquanto ao Nordeste serão destinados 16,1%. Para as regiões Centro-Oeste e Norte, irão, respectivamente, 8,9% e 4,8%. Deve-se observar que os beneficiários do regime próprio da União respondem por pouco menos de 4,2% do montante e podem viver em qualquer região.

O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.230) e, o menor, nos estados do Maranhão e Piauí, que têm média próxima a R$ 1.450. Essas médias, porém, não incluem o pessoal aposentado pelo regime próprio dos estados e dos municípios, cujo quantitativo não foi possível obter.

Em tempos de crise, faz total diferença ter um adicional no orçamento. Entretanto, muitas vezes, o dinheiro, que poderia ser bem empregado para quitar dívidas ou contribuir na compra de algo importante, acaba recebendo um destino supérfluo. Pensando nisso, listamos algumas dicas para que você aproveite melhor o abono natalino:

1) Cheque se as finanças estão em ordem

É importante saber como anda o orçamento da casa antes de gastar o dinheiro. Liste todas as contas e compare com a renda mensal. Assim, é possível notar se as despesas estão acima do que se recebe e cortar gastos supérfluos. Se precisar, o dinheiro extra pode ser utilizado no pagamento de contas como água, luz e alimentação.

2) Pague as dívidas atrasadas

Depois de realizar esse levantamento dos gastos imediatos, o aposentado pode olhar para os próximos lançamentos, como financiamentos e prestações a longo prazo. O pagamento adiantado de próximas parcelas pode garantir descontos. A parcela do 13º também pode ser usada para quitar alguma conta que esteja em atraso, evitando o acúmulo de juros ou multas.

3) Invista o dinheiro

O período de juros altos é favorável para poupar o dinheiro e garantir bons rendimentos nas aplicações financeiras. O investimento pode ajudar a quitar as contas de começo de ano, como o IPTU e IPVA. Lembre-se: esse investimento deve ser feito caso não se tenha nenhuma dívida em atraso. Caso tenha alguma, o melhor é quitá-la com o 13º.

4) Evite conceder empréstimos

Por mais bem intencionado que o parente ou o amigo possa ser, existe o risco de perder o controle das contas relativas à parcela do 13º e também do não pagamento do empréstimo.

5) Garanta as compras de Natal

Caso as contas estejam em dia, uma boa opção é adiantar as compras natalinas, desde que seja sem exagerar. Essa pode ser uma ótima forma de garantir uma economia e escapar das lojas cheias no final do ano.