A Ferrari é uma marca que se apoia em tradições, histórias e sentimentos, que vão muito além das performance nas pistas. Tudo tem uma explicação, desde de o emblema do Cavallino Rampante, em tributo a um amigo aviador de Enzo, ao padrão de denominação com base na combinação de números e vocábulos que variam de idioma. A Ferrari 488 Pista Spider é um exemplo claro desse modo peculiar de explicar o carro.

A derivação conversível da versão de alto desempenho da 488 GTB foi uma das grandes atrações do encontro de Pebble Beach. A Pista Spider é praticamente um carro de corrida homologado para uso urbano. Segue o conceito do Porsche 911 GT3. A diferença é que ela pode recolher a capota.

Assim como a versão fechada, essa Ferrari passou por um severo processo de modificações para aumentar ainda mais sua performance.

Por dentro, teve seu interior simplificado com aplicação de painéis mais leves. Apesar de ser uma versão de alta performance, não se trata de bólido de competição. Assim ela preserva sistema de recolhimento do teto rígido, ar-condicionado, sistema de áudio, navegação e telefonia.

E claro, ela não abre mão de seu volante repleto de funções. Ao invés de comandos de rádio, computador de bordo e telefone, tem controles do sistema de tração Manettino, ajuste de carga dos amortecedores e tudo mais que você precisa para quebrar o tempo de volta no autódromo perto de casa.

Exterior

Por fora, tomadas foram redimensionadas, assim como o capô dianteiro, que tem fendas, como nos carros de turismo, justamente para aumentar o downforce sobre o eixo dianteiro. Apêndices aerodinâmicos foram instalados no entorno da carroceria para otimizar a dirigibilidade da máquina.

Moto

Sob o capô traseiro, a Pista Spider recorre à mesma configuração do V8 4.0 tubo, que teve sua potência elevada para 720 cv e 77 mkgf de torque a moderados 3 mil rpm. Toda essa pujança permite que essa Ferrari de 1.380 quilos atinja superlativos 340 km/h. E com direito à brisa na cuca!