O senador e deputado federal eleito Aécio Neves (PSDB) não irá comparecer à cerimônia de diplomação dos parlamentares mineiros, realizada a partir das 17h, nesta quarta-feira (19), no Grande Teatro do Palácio dos Artes.

No último dia 11, Aécio foi alvo da Operação Ross, um desdobramento da Operação "Lava Jato", da Polícia Federal (PF). No inquérito, o tucano é acusado de liderar uma organização criminosa e receber cerca de R$ 110 milhões em propinas do grupo J&F, do empresário Joesley Batista, além de comprar apoio de 11 partidos nas eleições presidenciais de 2014.

Alvo de outros nove inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), Aécio foi o 18º deputado federal mais votado por Minas, com 106 mil votos. Apesar disso, ele praticamente não apareceu a eventos públicos durante a campanha, nem mesmo às convenções regional e nacional do PSDB. Ao TRE-MG, o senador não justificou o motivo da ausência na cerimônia.

Além de Aécio, os deputados federais Weliton Prado (PROS), Rodrigo de Castro (PSDB) e o deputado estadual João Leite (PSDB) também informaram ao TRE-MG que não irão comparecer à cerimônia de posse. Apenas a assessoria de Rodrigo de Castro justificou que o deputado teria compromissos em Brasília, na Câmara Federal, no mesmo horário da cerimônia em Belo Horizonte.

Apesar de a presença na cerimônia de diplomação não ser obrigatória, todos os ausentes terão que retirar o diploma na sede do TRE-MG. Não há prazo para a retirada do diploma.