De olho na ampliação das vendas de final de ano, empresários mineiros já deram início à contratação de funcionários temporários. Dados de pesquisa da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio MG) mostram que 16,4% dos lojistas vão investir na geração de vagas. O otimismo se estende também aos shoppings, que preveem quase 30% de aumento na oferta de postos de trabalho comparado a 2018.

De acordo com a Fecomércio, 83,9% dos entrevistados devem manter o número de vagas ofertadas no ano passado, a maioria distribuída entre vendedores (58,6%), operadores de caixa (13,8), estoquistas/repositores (8%), fiscais de loja (5,7%) e balconistas (3,4%). Já os segmentos de tecido, vestuário e calçados (35,5%) e artigos de uso pessoal e doméstico (26,1%) serão aqueles com mais admissões.

“Os empresários devem aproveitar essa época para investir em novas formas de atrair e cativar os clientes. A contratação de temporários é uma boa oportunidade para agregar valor e personalizar a experiência de venda. Em tempos de lojas cheias, o atendimento pode ser o diferencial para a efetivação de um negócio”, avalia o economista-chefe da Fecomércio, Guilherme Almeida.

Em relação às pespectivas de efetivação dos temporários, 31,2% dos empresários ouvidos pela pesquisa têm interesse em contratar os temporários para o quadro de funcionários fixos. “Esse cenário é muito promissor para centenas de pessoas que buscam uma oportunidade no mercado de trabalho,” reforça Almeida. As efetivações ocorrerão, principalmente, em janeiro de 2020 e dezembro de 2019.

Na esteira da alta de 5,7% nas vendas em agosto em relação ao mesmo período de 2018, os shoppings centers também preveem um aumento de 28% no número de contratações de temporários nesta reta final do ano. De acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce),os novos empregos deverão atender, além dos Dia das Crianças no último sábado, à demanda da Black Friday e do Natal.

O levantamento da Abrasce aponta que os setores que deverão alavancar as contratações são lojas de calçados (65%), vestuários (62%) e brinquedos (57%).
O presidente da Abrasce, Glauco Humai, afirma que os dados demonstram o otimismo do setor, em especial para importantes datas comemorativas do varejo.
“Inflação controlada, ligeira queda nos índices de desemprego, aumento do volume de crédito, ao lado dos saques dos recursos do FGTS, atuam positivamente sobre a confiança do consumidor e sobre o consumo das famílias. Este cenário só reforça a trajetória ascendente que vem sendo apresentada pelo setor ao longo do ano”, enfatiza.