Um sonho de quase duas décadas, que finalmente sai do papel. O Aeroporto Industrial em Confins se prepara para receber a primeira indústria que aposta nas facilidades logísticas e de tributação oferecidas pelo formato. Às margens da Linha Verde, exatamente à frente da estrutura de passageiros, são 750 mil metros quadrados de área, com capacidade para receber até 250 empreendimentos. Uma iniciativa conduzida pela concessionária BH Airport que carrega consigo a perspectiva de gerar até 20 mil empregos diretos.

A ideia é reduzir os custos de gestão e produção e aumentar a competitividade da indústria mineira - em especial, nos mercados internacionais. Graças a um regime especial de tributação, insumos importados para a produção de bens de alto valor agregado contam com isenção de impostos, o que também vale para a comercialização no exterior. A rapidez aduaneira é outro benefício do formato, inédito no país.

Aeroporto Industrial

Primeira empresa se transfere para instalações em Confins nos próximos dias

"O Aeroporto Internacional de BH/Confins tem uma grande vantagem competitiva, que é a localização geográfica centralizada. A essa se juntam as demais proporcionadas por esse modelo de negócio. Minas Gerais depende de outros estados para escoar sua produção por via marítima mas, com o aeroporto industrial, ganha em agilidade e competitividade", destaca Marcos Brandão, CEO da BH Airport. Segundo ele, já há pelo menos 10 empresas em fase final de entendimentos para montagem de galpões.

Para o governador Romeu Zema (Novo), a abertura do aeroporto industrial é um passo importante para a diversificação da economia no Estado. "Depender apenas de leite, café e minério traz um risco de susceptibilidade a crises e momentos sazonais. Desta forma estamos criando possibilidade de ampliar nossa oferta de bens e ampliar a presença em mercados internacionais".

O evento de apresentação do Aeroporto Industrial contou ainda com a participação do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, que destaca como o momento atual e o cenário da pandemia trazem à tona a importância da reindustrialização.

Ele ressaltou ainda outras condições que favorecem o empreendimento. "Minas tem a maior malha rodoviária e ferroviária do país, e passa a ter um equipamento para beneficiamento e transporte de produtos de alto valor agregado. Tenho certeza de que as empresas vão enxergar a oportunidade. Mais do que isso, a possibilidade de geração de empregos é fundamental em um momento de crise".