Os protocolos de intenções de investimento em Minas Gerais, somados, preveem R$ 50 bilhões injetados no Estado no próximo ano. Com isso, o governo espera que sejam gerados cerca de 16 mil empregos nesse primeiro momento na operação dos novos polos produtivos. “Os empregos já começaram a ser gerados para as obras de construção desses locais, e o número desses postos deve ser ainda maior”, declarou o governador Romeu Zema (Novo), nesta segunda-feira (9). Os detalhes de setores, empresas, locais e a divisão dos investimentos serão apresentados somente na quinta-feira (12) pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).

A fala do chefe do executivo foi proferida durante o anúncio do balanço da gestão em 2019, primeiro ano do mandato de Zema. Em suma, o governador apresentou dados otimistas, embora ainda representem crise, e destacou a situação em que Minas se encontrava quando começou no governo. “Pegamos um rombo de R$ 34,5 bilhões, prefeituras quebradas e funcionalismo sem 13º ou definição de pagamento de salários, mas já conseguimos negociar a maior parte desses problemas”, destacou.

Os protocolos de investimento capazes de gerar os postos de trabalho foram assinados entre janeiro e outubro deste ano junto à Sede. O período foi referência, ainda, para os dados de empregos gerados em Minas, que chegam a 123 mil novos postos. “No Brasil, só ficamos atrás de São Paulo em números absolutos, mas proporcionalmente Minas saiu na frente”, afirmou o governador.

A pauta econômica do Estado foi a que mais avançou, na visão do governo, que atribui às políticas de redução da máquina pública, de desburocratização e digitalização dos processos a maior parte da responsabilidade pelos avanços.

Décimo terceiro

Aprovada na última semana na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e sancionada na sexta-feira (6), a lei que prevê a antecipação de recebíveis do nióbio para o pagamento do 13º do funcionalismo e regularização dos salários ainda não tem data para ser concretizada. Em sua fala, o governador afirmou que seu governo pagou o "décimo terceiro antecipado" ao quitar a dívida deixada pelo último mandato e, agora, espera o crédito do nióbio para tentar pagar o benefício natalino de 2019 ainda neste ano. A previsão do depósito para os servidores, no entanto, não foi anunciada.

A pauta encontrou um obstáculo em um parecer do Ministério Público de Contas que está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) para suspender a operação. Para o secretário de Governo, Bilac Pinto, que estava na coletiva de imprensa, a solicitação do MPC não é empecilho para a operação e todos os questionamentos devem ser sanados na próxima semana junto ao TCE.

Balanço

Uma coletiva de imprensa realizada pelo Governo de Minas Gerais na manhã desta segunda-feira trouxe os primeiros dados do primeiro ano da gestão de Romeu Zema no executivo estadual. A reunião é a primeira de cinco com jornalistas para informar números do ano e previsões para os próximos.

Nesta segunda, estiveram presentes, além do governador e do secretário de Governo, o controlador-geral do Estado, Rodrigo Fontenelle, e Simone Deoud, que comanda a Ouvidoria Geral do Estado.

Todas as esferas do governo apresentaram avanços em 2019. Na Ouvidoria Geral do Estado, Deoud destacou os esforços para dar mais visibilidade ao órgão, o que levou a um aumento de 40% nas manifestações dos cidadãos, e a criação de quatro novas ouvidorias, entre elas uma para combater a corrupção.

Já na CGE, Fontenelle destacou a instituição do Conselho de Transparência e Combate à Corrupção e a campanha pela integridade pública, o que fomentou 14 planos de integridade por todo o Estado, seis já em execução em órgãos públicos e outros oito ainda em processo de implementação. Para a iniciativa privada, foram criados três guias de integridade. Outro ponto destacado foi o aumento de 150% nas demissões por corrupção.