O governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), nega que o governo do Estado esteja quebrado, como tem afirmado a oposição. Segundo ele, as contas são pagas em dia. O governador não informou, no entanto, como anda a arrecadação da administração estadual. 

“As finanças do governo estão em dia. Durante os 12 anos de governo Aécio Neves (PSDB) e Antonio Anastasia (PSDB) e esse nosso período os salários são pagos regiamente em dia e isso vamos levar até o final do ano. Vamos cumprir nossa obrigação até o último momento”, afirmou.

Nos bastidores, a equipe de transição reclama dos números do governo, que ano passado chegou a apresentar déficit nominal, conforme relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O deputado estadual André Quintão (PT) disse que a situação que o governador eleito Fernando Pimentel (PT) irá encontrar no próximo ano é preocupante.

“Eu coordenei o processo de audiências públicas de revisão do Plano Plurianual e do orçamento. Há um dado preocupante que é a baixa execução orçamentária dos projetos estruturadores”, contou.

O deputado petista acrescentou que a atual gestão deixará um passivo de ações a serem executadas pelo próximo governo, com queda de investimentos para o ano que vem. Quintão defende que, nesse momento de transição, principalmente em relação a projetos em tramitação na Assembleia Legislativa (ALMG), prevaleça o senso de responsabilidade. “Só assim será possível criar condições, para que o governo Pimentel possa cumprir as prioridades validadas pela população no processo eleitoral”, disse.

Blocão

Como adiantado pelo jornal Hoje em Dia há duas semanas, o deputado Agostinho Patrus (PV) confirma a intenção da formação de um bloco independente na Assembleia. Segundo o deputado, PV, PSD, PDT, PR, PPS e PTdoB já iniciaram conversas para buscar o melhor caminho para os próximos 4 anos.


De acordo com Agostinho, essa é a melhor forma desses partidos se apresentarem como um bloco, visto que, isoladamente não contam com 5 parlamentares para montar bancada. Como bloco terão direito a lugar não só na mesa, mas também nas comissões. “Ser independente significa votar o que seja de interesse de Minas. Sendo ou não e interesse do estado”, explicou.


O governador negou a participação do PP nesse blocão e afirmou que a sigla “faz parte da base nuclear do governo do PSDB e será oposição ao novo governo”. Para o governador, a criação desse blocão servirá apenas para a conquista de espaço no legislativo. “Para mim, política tem lado. É oposição ou situação. Acho que o nome teria que ser outro”, disse.


André Quintão avalia essa atitude natural nesse momento político. Para ele a união de siglas com interesse e objetivos e ações parlamentar integrada, é legitimo. “É importante que o próximo governo mantenha diálogo com esses partidos, até porque muitos deles integram a base da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso”, disse.

Reajuste foi defendido por Pimentel

De acordo com o governador Alberto Pinto Coelho, o projeto de lei enviado essa semana à Assembleia que aumenta o salário dos servidores públicos em 4,62% foi anunciado na época do período eleitoral e o governador do Estado eleito, Fernando Pimentel, aprovou o reajuste salarial. “O futuro governador de Minas aplaudiu a iniciativa e disse que era muito justa”, relembrou.