O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, minimizou às declarações de Marcos Montes (PSD), vice na chapa encabeçada por Antônio Anastasia (PSDB) na disputa pelo governo de Minas, que declarou apoio a Jair Bolsonaro (PSL), antes mesmo do primeiro turno das eleições.

A polêmica surgiu após Montes dizer em pronunciamento à correligionários, que o PSD e o PSDB devem “das às mãos” para apoiar a candidatura de Bolsonaro, tendo em vista a estagnação de Alckmin nas pesquisas de intenção de voto a poucos dias do pleito.

“Isso já foi esclarecido, foi superado. Estamos crescendo, temos umas das menores rejeições, e tenho alertado que, chegando no segundo turno, nós somos o caminho para derrotar o PT”, afirmou o tucano, durante caminhada ao lado de Anastasia, no Barreiro, nesta quinta-feira (27).

O senador mineiro também comentou o episódio, e fez questão de ratificar o esforço em prol do ex-governador de São Paulo.

“No mesmo dia eu soltei uma nota dizendo que ele se referiu a uma hipótese, que não vai se configurar, falou matéria figurativa. Nós vamos para o segundo turno com o nosso candidato que é o Geraldo Alckmin, estamos aí para isso”, completou Anastasia.

Hospital do Barreiro

Anastasia também revelou uma promessa de Alckmin, em relação ao hospital do Barreiro, caso o tucano chegue ao Palácio do Planalto.

“O hospital do Barreiro é fundamental, muito grande, feito em pareceria entre município e Estado, mantido pela União, pelo Estado e pelo município, é uma referência. É um hospital que tem possibilidade de, em médio prazo, aumentar um pouco. Mas, agora, a grande preocupação é, em decorrência do não pagamento pelo Estado, dos valores de saúde em Minas inteira, é o seu custeio de cerca de R$ 20 bilhões por mês, que deve ser garantido pela União, pelo Estado e pelo município. Alckmin afirmou que, sendo presidente, vai garantir o custeio do hospital pela União federal”.

Alckmin, por sua vez, também destacou a importância do hospital, e aproveitou para comentar sobre outras propostas para a saúde.

“O hospital do Barreiro é um grande hospital, clínico, de cirurgia, de terapia intensiva, e que precisa reforçar o custeio para atender ainda mais pessoas. Quero dizer três compromissos na área de saúde: o primeiro é não ter leito ocioso. Nós temos hoje 30 mil leitos desativados no Brasil. Vamos trabalhar rapidamente para ativá-los. Temos uma população mais idosa, que precisa ser atendida com carinho e humanidade. Ampliar as vacinas é outro ponto muito importante. E também reduzir a violência. Nossos jovens estão morrendo pela criminalidade e pela violência. Vamos fazer um mutirão nas 150 cidades mais violentas do Brasil, para rapidamente reduzir a criminalidade e salvar os nossos jovens, como fizemos em São Paulo". 

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