A Justiça Federal em Belo Horizonte acolheu denúncia contra o ex-presidente do Atlético Alexandre Kalil pelos crimes de calúnia e injúria. A decisão atende pedido do Ministério Público Federal (MPF). Atual CEO da Liga Sul-Minas-Rio, o cartola atleticano virou réu por conta dos ataques contra o juiz federal André Gonçalves de Oliveira Salce, da 26ª Vara Federal em Belo Horizonte. O magistrado havia determinado o bloqueio de R$ 4 milhões da renda do Atlético no fim do ano passado, no clássico contra o Cruzeiro, na final da Copa do Brasil. Após a partida, Kalil disparou, em entrevista.

"A renda não está bloqueada, isto é um assunto superado. Temos um acordo publicado no diário da União, assinado pelo ministro Mantega, pela PGFM de Brasília, e pelo Luis Adams, da AGU. Quem está brincando é este rapaz (juiz federal) que, aliás, é habituado a bater em mulher", disse. Antes da determinação do bloqueio, o dirigente já havia detonado o juiz federal por meio das redes sociais, o chamando de “bostinha”.

Na época, por meio de nota oficial, o Atlético repudiou as decisões judiciais de Salce, alegando até "motivação clubística" para o descumprimento de um acordo feito em instância federal, junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e a Advocacia-Geral da União.

No ano passado, Kalil chegou a lançar candidatura de deputado federal pelo PSB. Ele desistiu do pleito após a morte do então presidenciável Eduardo Campos, presidente nacional do PSB. Na ocasião, ele alegou que familiares pediram para ele não entrar na política. Nos bastidores, no entanto, a desistência teria se dado por determinação do senador Aécio Neves, candidato a presidente pelo PSDB. Com a morte de Campos, a candidata escolhida foi a ex-senadora Marina Silva. Campos e Aécio haviam selado um acordo político, mas com a morte do político de Pernambuco o cenário se modificou. Procurado, Kalil não atendeu aos telefonemas da reportagem.

 

decisao kalil

 

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