Os grupos transporte e alimentação e bebidas voltaram a pressionar em março a alta da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do aumento de 0,29% no mês, a taxa registrada na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) foi a segunda menor apurada entre as 16 áreas pesquisadas. No Brasil, ela ficou em 0,75%, superando a do mês anterior (0,43%) e a de março de 2018 (0,09%).

No entanto, se levar em consideração a variação acumulada em 12 meses (4,61%), a taxa na Grande BH é a oitava maior entre as áreas de abrangência do levantamento, ficando acima da média do Brasil (4,58%). No ano, o índice chega a 1,52%.

Entre os itens que tiveram aumento acima da inflação apurada na RMBH em março deste ano estão alimentos e bebidas (1,04%), transportes (1,04%) e vestuário (0,73%). No entanto, houve deflação nos grupos habitação (-1,25%),comunicação (-0,28%) e educação (-0,08%).

Entre os subitens do grupo alimentação e bebidas, as maiores pressões de alta foram verificadas no mamão (33,69%), tomate (23,87%), batata inglesa (23,73%), repolho (17,41%), brócolis (15,40%) e a alface (14,29%).

Já no grupo transportes, os maiores aumentos foram constatados no etanol (6,62%), passagem aérea (2,82%) e gasolina (2,58%), sendo este último com maior impacto positivo no índice devido ao peso na composição do IPCA.

Por outro lado, ainda no grupo alimentação, as maiores quedas de preços foram apuradas na melancia (-16,91%), maçã (-15,97%), abacaxi (-8,82) e quiabo (-8,30%). 

No grupo habitação, o subitem com maior impacto negativo foi a energia elétrica residencial (-5,89%).