Surfando na onda das moedas virtuais, que aquecem o mercado alternativo, Belo Horizonte acaba de ganhar a sua primeira plataforma de negócios em moedas digitais, a chamada exchange. Com investimento inicial de R$ 10 milhões, a All Coin Wallet, instalada no Centro da capital, foi criada por cinco empreendedores mineiros que apostam alto já no primeiro ano de funcionamento da agência. 

A expectativa dos fundadores é a de comercializar 27 mil unidades de criptomoedas até o fim de 2018. O objetivo dos sócios é recuperar o capital investido em até 20 meses.  Para se ter uma ideia dos expressivos valores envolvidos nesse tipo de negócio, uma unidade de Bitcoin, moeda virtual mais valorizada do momento, hoje vale mais de R$36 mil.
 
Além de ser a primeira a oferecer a estrutura necessária para a compra e venda das criptomoedas, a All Coin Wallet também é precursora na quantidade de moedas virtuais disponíveis para transações. No Brasil, a empresa vai ser a primeira a comercializar simultaneamente cinco das principais criptomoedas do mercado – Bitcoin, Ethereum, Ripple, Bitcoin Cash e Litecoin. 

Um dos cinco fundadores da exchange, Lucas Madaleno destaca os principais fatores que motivaram o grupo de empreendedores a investir na capital mineira.  "Temos um desejo de tornar Belo Horizonte e Minas referências no mercado de criptomoedas. Além disso, nos preocupamos em ter uma sede própria, um lugar para o atendimento profissional ao investidor. Consideramos isso fundamental para o mercado”, diz. 

Estabilidade

Depois de uma valorização expressiva de quase 1.000% em 2017, chegando a valer mais de R$66 mil no fim do ano passado, a Bitcoin sofreu quedas consecutivas que assustaram os investidores. O temor era o de que a principal moeda virtual sofresse o efeito “bolha”, provocando perdas bruscas e irreversíveis no valor ativo, o que também atingiria as demais criptomoedas. 

Entretanto, apesar do período de turbulência, em que a unidade da moeda baixou a cerca de R$24mil, o mercado estabilizou e, apesar de não estar no ápice, se mantém em níveis rentáveis.  Para Madaleno, a sustentabilidade do negócio vai além do valor de mercado das moedas virtuais. 

“Apostamos muito no futuro do mercado das criptomoedas. Não apenas em relação ao valor, que pode variar bastante, mas pela tecnologia por trás dessas moedas. A tecnologia que a Bitcoin e as outras trouxeram conseguiu garantir, quase que na totalidade, a autenticidade nas transações virtuais”, afirma.