Alto escalão do governo em Minas será definido até o fim da semana

Lucas Simões
lsimões@hojeemdia.com.br
30/11/2018 às 21:21.
Atualizado em 28/10/2021 às 04:00
 (AbraÃo Bruck/CMBH)

(AbraÃo Bruck/CMBH)

A equipe de transição do governador eleito Romeu Zema vai escolher todos os secretários até o fim desta semana. Após a indicação sem processo seletivo de Gustavo Barbosa para a Secretaria da Fazenda e de Otto Levy Reis para a pasta de Gestão e Planejamento, pelo menos outros seis secretários serão escolhidos por meio de editais disponibilizados por duas empresas. A ideia é que o governo tenha entre nove e 11 secretarias.

O coordenador da equipe de transição, Mateus Simões, diz que as escolhas de Otto Levy e Gustavo Barbosa, este último indicado diretamente por Gustavo Franco, guru econômico do Partido Novo, aconteceram porque eles são “nomes com perfis exatos” para o governo eleito. Apesar disso, durante a campanha, Zema afirmou várias vezes que todo o secretariado seria selecionado por meio de editais.

“Esses eram nomes muito certos, se encaixavam demais na proposta do governo. Os outros seis, ou tínhamos muitas opções boas de currículo ou muito poucas. Decidimos pelo processo de seleção para que fosse feita a melhor escolha”, diz Simões. Para todas as secretarias, serão pré-selecionados de três a quatro candidatos a serem entrevistados por Zema.

Para a Secretaria de Estado de Educação, Secretaria da Agricultura e a nova Secretaria de Estado de Impacto Social — que vai englobar as atuais Subsecretaria de Trabalho e Renda e de Assistência Social — a seleção dos secretários está sendo feita pela ONG Agenda Brasil do Futuro (ABF). 

A organização sem fins lucrativos é gerida por cerca de 40 jovens herdeiros de alguns dos principais conglomerados econômicos do Brasil, como a varejista Via Varejo (dona das redes Casas Bahia e PontoFrio), a farmacêutica Eurofarma e o grupo Votorantim. Em 2016, a ABF participou da seleção da equipe de governo de Rondônia.

A escolha do secretário de Estado de Impacto Social será anunciada hoje, conforme a previsão do edital da ABF. Entre as exigências requeridas estão um ano de experiência em funções de articulação ou negociação com entidades de classe, terceiro setor e outras instituições extra governo; dois anos de gerenciamento de equipes com, no mínimo, 30 colaboradores, além de dois anos de exercício de cargo responsável pela gestão de um montante mínimo de R$ 10 milhões.

Já as Secretarias de Saúde, Mobilidade e Infraestrutura e Segurança — esta última, que aglutina as atuais Secretarias de Estado de Administração Prisional (Seap) e a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) — estão sob responsabilidade da Exec, empresa especializada em recrutamento de executivos, indicada por João Amoêdo, candidato à Presidência pelo Partido Novo neste ano.

“São processos seletivos diferentes. A Exec faz avaliações bem objetivas, enquanto a ABF é voltada para selecionar gestores públicos e tem um processo mais detalhado na escolha”, completa Simões.

 

Equipe de transição do Executivo diz que salários serão pagos de forma cumulativa


Após o governador eleito firmar compromisso em cartório para que todo o secretariado não recebesse salário enquanto os pagamentos mensais dos servidores do Estado não fosse regularizado, o edital de seleção para a Secretaria de Estado de Impacto Social prevê, na descrição da remuneração do secretário, “subsídio a ser definido no início do exercício em consonância com a complexidade do cargo”.

Segundo o coordenador da equipe de transição, Mateus Simões, todos os secretários vão receber seus vencimentos de forma cumulativa, após a regularização do parcelamento de salários dos 633 mil servidores públicos do Estado. Cada secretário terá uma remuneração de acordo com as exigências específicas do cargo, segundo o coordenador da equipe de transição.

“Os secretários têm um salário garantido por lei. O que acontece é que, como haverá uma postergação de pagamento, de acordo com o compromisso firmado em cartório, o secretário terá que se manifestar, dizendo que não quer receber. Então, esse crédito fica pendente. E só será pago quando os salários dos servidores deixar de ser parcelado. Ou seja, os salários dos secretários serão pagos de forma cumulativa. A Constituição até permite a doação do salário, caso o secretário queira fazer isso, mas não foi esse o combinado”, disse Simões.

 

NOMES JÁ ESCOLHIDOS

Gustavo Barbosa
Mineiro de Uberaba, Barbosa foi secretário de Finanças e Planejamento do Estado do Rio de Janeiro. Ele assumiu em julho de 2016 e pediu exoneração do cargo em janeiro deste ano para trabalhar na iniciativa privada. Em 2017, presidiu o Fundo de Previdência do Estado do Rio de Janeiro.

 Otto Levy Reis

Gestão e Planejamento
À frente da Secretaria de Gestão e Planejamento, 
Levy Reis é graduado em Engenharia Metalúrgica pela UFMG. O gestor tem experiência na iniciativa privada, tendo sido executivo da Magnesita Refratários, gigante da área da mineração, mas nunca atuou no serviço público.

  

  

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