O alvará de soltura da jornalista Andrea Neves, irmã do senador afastado Aécio Neves, já foi elaborado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas a Justiça Federal em Minas Gerais ainda não foi comunicada da conversão de prisão preventiva em domiciliar. O advogado da jornalista, Marcelo Leonardo, acreditava que a liberação deveria acontecer ainda nesta quarta-feira (21). Porém, até o fim da noite, a liberdade da braço-direito do senador tucano ainda não havia acontecido.

Logo que a notificação chegar à Justiça Federal, o órgão mandará um aviso para a Secretaria de Administração Prisional. Assim que for solta, Andrea seguirá do Complexo Penitenciário Estêvão Pinto, no bairro Horto, para o Instituto Médico Legal, para a realização de exames de corpo de delito – prática importante para atestar a integridade física da presa. A colocação da tornozeleira eletrônica deve acontecer na Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica, no bairro Bonfim.

Andrea Neves foi presa no dia 18 de maio, em meio a uma denúncia de que Aécio Neves teria recebido uma propina de R$ 2 milhões. A jornalista é acusada de ter negociado com Joesley Batista, da JBS, uma propina para o irmão. De acordo com a defesa dela, Andrea ofereceu para o empresário a compra de um apartamento da família, mas Joesley não se interessou pela compra.

No dia 13 de junho, a Primeira Turma do STF votou pela manutenção da prisão de Andrea, por 3 votos a 2. Já no dia 20, os mesmos ministros decidiram conceder a ela a prisão domiciliar, mesma decisão tomada para Mendherson de Souza Lima e Frederico Pacheco, acusados de corrupção no mesmo caso.

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