Um dia após cerca de 500 prefeitos realizarem uma paralisação para cobrar do governador Fernando Pimentel o repasse de verbas atrasadas aos municípios, o candidato ao governo de Minas pelo PSDB, Antonio Anastasia, se mobiliza para garantir o apoio das prefeituras na corrida ao Palácio da Liberdade.

O senador se reuniu, nesta quarta-feira (22), com 120 lideranças municipais, em um encontro promovido pelo candidato ao Senado, Rodrigo Pacheco(DEM), no comitê eleitoral de Pacheco, no bairro Funcionários, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Cerca de 45 prefeitos, em sua maioria de municípios da Zona da Mata e da região do Campo das Vertentes, além de candidatos a deputado estadual e federal, estiveram presentes na reunião.

Um dos principais temas abordados foi a delicada situação financeira das prefeituras, em função do atraso no repasse de recursos por parte do governo atual. Até o dia 16 de agosto, a dívida do Estado com as prefeituras tinha atingido a marca de R$ 8,1 bilhões, afetando principalmente pagamentos nas áreas da saúde e educação, segundo levantamento da Associação Mineira dos Municípios (AMM).

Em meio à insatisfação dos prefeitos com a gestão de Fernando Pimentel (PT), seu principal adversário no pleito, Anastasia calcula que conta com o apoio de cerca de 70% dos prefeitos do Estado.  

“Eu estimo que dos 853 prefeitos de Minas Gerais, nós devemos ter o apoio de pelo menos 600 deles. Temos um apoio expressivo só prefeitos que estão hoje contrários ao governo do Estado. Até acho que devemos ter um número ainda maior quando a campanha se avolumar”, completou.

Apoio da coligação de Lacerda

Em relação a um possível apoio da coligação que apoiava a candidatura de Marcio Lacerda, que desistiu da disputa, na última terça-feira, Anastasia pregou cautela, esperando a definição dos partidos que compunham a aliança.

“Essas conversas partidárias estão mais ou menos consolidadas, porque os prazos estão vencidos. As coligações estão prontas. Então, o que temos que aguardar é a decisão deles (coligação) se vão ter um candidato ao governo. Se tiverem, vai ser respeitado o candidato. Se não tiverem, aí fica uma chapa só com deputados, e vamos conversar com calma e com serenidade posteriormente”.

Compunham a coligação em prol da candidatura de Lacerda, o PSB, MDB, PDT, PROS, PRB, PV e Podemos.