O candidato ao governo de Minas pelo PSDB, Antonio Anastasia, defendeu a criação de um fundo previdenciário para desafogar as contas dos Estados.

O pagamento da aposentadoria dos servidores públicos inativos é apontado pelo atual governador Fernando Pimentel (PT) e pelos postulantes ao Palácio da Liberdade como um dos principais responsáveis pela crise econômica que Minas atravessa.

O déficit previdenciário foi de R$ 8 bilhões, apenas no primeiro semestre de 2018, de acordo com o governo do Estado.

Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF-MG), nos últimos oito anos, entre 2010 e 2018, o número de servidores ativos diminuiu 8,6% em Minas (passando de 365 mil para 334 mil), enquanto que, no mesmo período, os inativos cresceram assustadores 41,3%, indo de 156 mil para 221 mil.

Durante visita ao Centro de Apoio e Convivência da Terceira Idade (CAC), nesta quarta-feira (17), no bairro Calafate, na região Oeste de Belo Horizonte, Anastasia avaliou a situação da Previdência em Minas.

“A questão previdenciária no Estado é dramática, e não é só um problema de Minas Gerais, é uma questão de outros Estados, que têm muitos servidores aposentados. Não há dúvida de que a reforma previdenciária terá que ser votada nacionalmente, e isso refletirá nos Estados. Vamos precisar do apoio da União para criarmos, nos Estados, fundos específicos para lastrearmos e sustentarmos as aposentadorias. Com recursos ordinários do Tesouro, como era até recentemente. Isso ( da forma como é atualmente) infelizmente não há possibilidade mais”, completou o tucano.

Privatizações

O senador também comentou a situação das empresas geridas pelo Estado, descartando mudar o modelo de administração das estatais.

“Sou contrário à privatização da Cemig, Copasa, Codemig, e das outras empresas administradas pelo Estado. Até porque, o Estado não tem que o alienar, nos daria era prejuízo. Precisamos ter essas empresas para alavancar novos investimentos. Essas empresas estão sendo utilizadas como alavanca para fazermos parcerias econômicas importantes. Além do que, no caso da Cemig e da Copasa, há uma norma constitucional estadual, que veda sua privatização”.

A privatização das estatais foi defendida por Romeu Zema (Novo), adversário de Anastasia na disputa pelo governo de Minas, durante grande parte da corrida ao Palácio da Liberdade. Entretanto, o empresário recuou com a proposta nos últimos dias, e afirmou que não vai privatizar as empresas do Estado em um primeiro momento.