Os mineiros podem preparar o bolso para pagar a conta de luz a partir do próximo mês. A Agência  Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta terça-feira (22) as novas tarifas para os consumidores da Cemig. O reajuste médio é de 23,19% e entra em vigor no dia 28 deste mês. Ou seja, a conta mais alta será sentida nas faturas de julho. 

O reajuste da Aneel é feito para dois tipos de públicos, sendo um para quem utiliza a baixa tensão (comércio, prédios públicos, áreas rurais e iluminações públicas) com um aumento de 18,63%, e outro para alta tensão (indústrias), aumentando 35,56%. Ainda de acordo com agência, os consumidores residenciais são considerados de baixa tensão e terão um reajuste de 18,53%. 

Essa revisão tarifária de 23,19% está 2,6 pontos percentuais abaixo do esperado, já que era previsto um aumento de 25,8%.  A cada cinco anos, a Aneel faz uma revisão da tarifa, considerando custos e investimentos a longo prazo. O anúncio desta terça-feira (22)  reflete a estiagem entre 2014 e 2017, quando houve a utilização das termelétricas brasileiras.

Anualmente, a Aneel revisa os valores, baseando nos custos de produção, remuneração e valores da energia gerada. 

Questionamentos

A votação contou com a sustentação oral do deputado Weliton Prado (PROS-MG) e do presidente do Conselho de Consumidores da Cemig, José Luiz Ribeiro. Prado questionou o processo de validação da base de remuneração e dos investimentos realizados pela empresa. Já Ribeiro criticou os furtos de energia, mais conhecidos como "gatos", já que parte dessas perdas são repassadas às tarifas e pagas pelos consumidores.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que o processo de validação da base de remuneração das empresas tem um rito próprio e explicou que a fiscalização é feita de forma exaustiva e adequada. 

Rufino mencionou que a Cemig ainda tem um conjunto de consumidores que ainda não têm acesso à energia elétrica, e que os investimentos para ligação dessas comunidades contribuem para elevar a tarifa. Além disso, houve crescimento na quantidade de itens 100% depreciados na base da Cemig, algo que demanda novos investimentos para repor ativos depreciados e obsoletos.

A respeito das perdas, Rufino reconheceu que o item é relevante, mas que não é apenas responsabilidade da distribuidora. Ele defendeu a realização de uma campanha de conscientização que mostre não ser aceitável aceitar a realização de gatos.


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