BRASÍLIA – Pouco mais de seis meses depois de a França ser alvo de um ataque que provocou sete mortos, o governo promove a discussão sobre uma nova lei antiterrorismo que permitirá ao Estado processar cidadãos do país que “freqüentarem campos de treinamento islâmicos" no exterior.

Segundo a nova lei, que o governo quer aprovar até o fim do ano, suspeitos de terrorismo que tiverem recebido treinamento no exterior poderão ser condenados a dez anos de prisão.

A legislação é proposta seis meses e meio depois de o cidadão francês de origem argelina Mohammed Merah, de 23 anos,  ter  assassinado sete pessoas em um tiroteiro em Toulouse, no Sul da França. Segundo ele, o treinamento foi feito por integrantes da rede Al Qaeda, em instalações no Paquistão e no Afeganistão.

Merah foi morto em março deste ano, depois de a polícia cercar o prédio no qual ele estava, por mais de 30 horas. Merah assumiu ter matado quatro pessoas – um adulto e três crianças – em frente a uma escola judaica em Toulouse e é o único suspeito de atirar contra três militares, que também morreram.      
A série de crimes colocou a França em alerta e despertou a atenção da comunidade internacional sobre a adoção de medidas de seguranças antiterrorismo e o combate ao fanatismo religioso. Na ocasião, o governo de Israel cobrou providências das autoridades francesas, enquanto religiosos muçulmanos condenaram as ações de Merah.