Depois de comprar a rede de distribuição de combustíveis do grupo Zema em 2018, a Total, multinacional francesa de petróleo, pretende dobrar as vendas de derivados de petróleo no Brasil em dois anos, saltando de 80 mil metros cúbicos para 160 mil metros cúbicos anuais. Hoje, a companhia tem 280 postos no país sob o guarda-chuva da marca. Em Minas, são 150. A ideia é mudar a logomarca dos estabelecimentos até 2021. O primeiro, em Betim, foi inaugurado ontem.

A Total não informa o cronograma de mudança de bandeiras, mas diz que, até o fim deste ano, 30 postos receberão a nova chancela. Os estabelecimentos que ainda não sofreram intervenções continuam operando com a marca Zema até a mudança. Depois de Betim, haverá alterações em Araxá e Uberlândia. Além de Minas Gerais, a rede contempla os estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Para dobrar as vendas, a companhia foca nos postos de bandeira branca, aqueles que não representam nenhuma distribuidora e podem comprar combustível de quem quiserem. “Hoje, 45% dos postos são bandeira branca”, diz o diretor geral da Total Marketing & Serviços e membro do Comitê Executivo do grupo, que veio de Paris para a inauguração da unidade de Betim, Momar Nguer.

Outra estratégia que será utilizada pela Total para ampliar as vendas, conforme o executivo, é a adoção de um aplicativo de fidelização de clientes. Embora não tenha fornecido detalhes sobre o programa, ele adiantou que o lançamento deve ocorrer nos próximos anos.

Competitividade

Apesar dos esforços e da relevância internacional, a empresa ainda não terá expressão entre os grandes players do mercado, hoje comandado por Shell, Petrobras, Ipiranga e Ale. Conforme Nguer, elas dividem o mercado com a bandeira branca. O grupo Total, no entanto, deve ter 1% da fatia mineira. “Vamos aumentar a participação aos poucos, com preços competitivos e bons serviços”, comenta.