A programação da Rede Minas corre o risco de não ir ao ar nos próximos dias, afirmam funcionários da TV mineira. Cerca de um terço do quadro de trabalhadores da empresa foi exonerado nesta quarta-feira (2) e, como parte exercia funções técnicas, existe a chance de que não haja mão de obra especializada suficiente para colocar as atrações no ar a partir desta semana.

Segundo funcionários que preferiram não ter os nomes publicados, profissionais que haviam tirado férias em janeiro estão sendo chamados para retornar ao trabalho na TV. Entre os exonerados, estariam trabalhadores de todas as áreas, como jornalismo, produção, técnica e transporte.

A Rede Minas é uma fundação pública, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira. Ela seria incorporada à Empresa Mineira de Comunicação (numa fusão com a Rádio Inconfidência), mas o processo de transferência de outorga não havia sido concluído até 2018.

O Sindicato dos Jornalistas criticou a exoneração de funcionários da Rede Minas em uma postagem no Facebook, dizendo que a ação coloca “em risco o funcionamento da TV que, infelizmente, não consegue ir ao ar em função do reduzido número de concursados”.

De acordo com o sindicato, a presidente da Rede Minas, Luiza Castro, e o presidente da Rádio Inconfidência, Elias Santos, foram exonerados e as duas empresas estão sem comando. Mas, no caso da rádio, o número de exonerações teria sido menor. 

A assessoria de comunicação da TV afirmou que apenas a superintendência de comunicação do governo pode falar sobre o assunto.  Procurado, o setor ficou de se manifestar sobre o assunto, por meio de nota, até o fim desta tarde.

Exonerações

Uma edição extra do Diário do Executivo, publicado nessa terça-feira (1º), decretou a exoneração de servidores comissionados do governo do Estado em diversos setores. O decreto foi a assinado por Romeu Zema (Novo) e, segundo a assessoria, não trata das mesmas exonerações anunciadas pelo ex-secretário de Planejamento do Estado, Helvécio Magalhães, na última sexta-feira (28).

Os funcionários dispensados ocupavam cargos de recrutamento amplo, ou seja, que foram nomeados de forma livre pelo executivo estadual e podem, da mesma forma, serem exonerados. Além dos nomeados diretamente para esses cargos, o decreto exonera também servidores de carreira que tenham sido realocados em cargos comissionados. Estes, a partir de então, voltam à posição de origem.

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