Depois de promover a exoneração de milhares de comissionados do Estado, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que a falta de servidores em diversos órgãos da administração pública é temporária. Por meio de nota divulgada nesta sexta-feira (4), o governo informou que pretende equilibrar as categorias de servidores, contemplando "todos os setores com servidores concursados”, além de reconduzir à administração pública parte dos comissionados exonerados.

Logo após tomar posse, no dia 1º, Zema exonerou servidores comissionados do Estado, por meio de decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado. Ao todo, junto às exonerações promovidas pelo ex-secretário de Planejamento e Gestão do governo petista, Helvécio Magalhães, na última segunda-feira (31), seis mil servidores públicos perderam o emprego em Minas.

As exonerações de Zema afetaram principalmente o setor cultural, ao paralisar os empréstimos de livros da Biblioteca Pública Luiz Bessa, que teve 75% dos servidores demitidos; reduzir o quadro de funcionários da Fundação Clóvis Salgado, de 400 para cerca de 40 funcionários; e cortar um terço dos servidores da Rede Minas, que corre o risco de ter sua programação prejudicada ou impedida de ir ao ar nos próximos dias por falta de pessoal.

Na nota do Executivo estadual, o governo diz que a medida é “necessária para que haja a reestruturação da administração pública estadual, com o principal objetivo de equilibrar as finanças mineiras”. A nota ainda reforça que o governo pretende equilibrar o número de efetivos aos de comissionados. “O que tem sido visto até agora é uma quantidade grande de áreas em que só havia pessoal comissionado. Enquanto em outros há uma quantidade maior de efetivos. Esse desequilíbrio será contornado após esse período inicial de avaliação dos recursos humanos do Estado”, diz parte do comunicado.

Também por meio de nota, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) informou que os dirigentes de todos os órgãos da admnistração pública têm até o dia 12 de janeiro para enviar à Seplag a relação de funcionários comissionados que serão reconduzidos a seus cargos, segundo o governo, "para suprir eventuais necessidades dentro de cada pasta".



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