Terminadas as discussões sobre os 40 requerimentos que travavam a votação do projeto de lei sobre a “Escola sem Partido” – e de tantos outros –, os vereadores de Belo Horizonte já discutem a proposta no Plenário da Casa. Um plano de obstrução da oposição estava sendo feito há 14 dias. O debate ocorre com as portas fechadas impedindo a participação de dezenas de manifestantes que fazem protesto na porta da Câmara Municipal.

Na tribuna, parlamentares que obstruíram a votação lamentaram a proposta na véspera do Dia dos Professores. Arnaldo Godoy (PT), um deles, disse que não “há nada a ser discutido”. “É só uma linha: censura na escola. Censurar os professores, impedir o debate da diversidade”, falou, ao citar a polêmica envolvendo uma prova do Colégio Loyola que citava um texto de Gregório Duvivier.

Para os que assinam o projeto, o PL vem para “proibir que o professor doutor e alunos para aquilo que é melhor ou pior”. É o que diz Wesley Autoescola (PRP), da frente cristã. “Estamos falando de imparcialidade, tudo pode ser falado. Qualquer outra religião pode ser pregada, o que não pode ter é doutrinação”, defendeu.

Tensão 

Os debates têm sido acalorados. Tanto dentro do plenário, com trocas de farpas entre parlamentares que obstruem a pauta e quem deseja votar logo, quanto do lado de fora da Casa. A solicitação feita à presidente Nely Aquino de fechar as galerias foi acatada e cerca de cem manifestantes protestaram.

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