Após oito meses sem ações por causa da pandemia de Covid-19, uma força-tarefa voltou a fiscalizar postos de combustíveis em Belo Horizonte e região metropolitana. O trabalho vem sendo realizado desde segunda-feira (16) e esteve em um estabelecimento no bairro Floresta, na região Leste, nesta quinta-feira (19).

A ação conjunta é realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela Secretaria de Estado da Fazenda de Minas Gerais e pelo Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (IPEM).

Até sexta-feira (20), 11 postos devem ser fiscalizados em Belo Horizonte. Até o momento, nove foram vistoriados e 27 autos de infração foram expedidos. O IPEM também interditou 19 bicos de bombas de combustíveis, por estarem fornecendo uma quantidade de líquido diferente da demonstrada no visor.

Vários fatores são analisados pelos técnicos, como a qualidade do combustível, a documentação, as informações dispostas aos clientes e o funcionamento correto das bombas.

Em um dos casos, o posto fiscalizado não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e recebeu um a notificação por parte da ANP. Mesmo assim, o chefe do Núcleo Regional de Fiscalização da ANP em Minas, Roberto Saldys, afirma que não há grandes irregularidades nos postos visitados pela força-tarefa.

“As irregularidades que encontramos não demonstram operação fraudulenta dos postos. Existe uma tendência aqui ou ali de ter uma coisa errada, mas isso acontece muitas vezes por desleixo ou falta de atenção, e não por dolo do estabelecimento”, afirmou.

Em Belo Horizonte, foram analisados postos nos bairros Floresta, Funcionários, Santo André e Sion. Em Betim, houve fiscalização em estabelecimentos dos bairros Santa Cruz e Vianópolis, enquanto em Contagem foi escolhido um posto no Inconfidentes.

Saldys explica que a fiscalização é determinada a partir de informações e reclamações recebidas pelos três órgãos. Mas em relação à qualidade do combustível, analisada pela ANP, Minas é um dos estados mais bem avaliados quando gasolina, etanol e diesel são verificados.

“Nosso monitoramento de qualidade indica que 98,2% das análises estão em conformidade com as normas, em Minas. E só não está mais perto dos 100% porque no início do ano teve muita chuva do estado e houve vários casos em que a água acabou entrando no tanque de combustível”, explicou.