Por causa da mudança no coeficiente de aproveitamento do terreno inclusa no novo Plano Diretor de BH, o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) projeta uma inflação entre 30% e 35% nos imóveis da capital mineira. 

Apesar de não determinar quando esse aumento será repassado ao consumidor final, o diretor da Área Imobiliária do Sinduscon-MG, Ricardo Catão, diz que é “inevitável” o reajuste, devido às condições colocadas pelo Plano Diretor.

“Esse período de carência foi uma desculpa da prefeitura para dizer que as mudanças não serão imediatas. Todo mundo que tem projetos com terrenos em Belo Horizonte está se antecipando para salvaguardar seus direitos. Mas, com a aprovação, é fato: a área dos apartamentos vai diminuir, e a qualidade de vida também. Não tem outra saída”, disse Ricardo Catão.

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte informou, inicialmente, por meio da assessoria de comunicação, que não havia aumento na demanda por registros de novos empreendimentos por conta do novo Plano Diretor.

A reportagem também questionou a Subsecretaria Municipal de Regulação Urbana sobre o número de pedidos de alvará de construção protocolados na pasta neste ano. Às 17h dessa quinta (6), a assessoria de imprensa da Subsecretaria Municipal de Regulação Urbana respondeu que os dados poderiam ser consultados no site da prefeitura, no campo que trata do pedido de registros de novas edificações na capital.

As planilhas disponíveis, no entanto, não permitiram concluir, até o fechamento desta reportagem, se houve ou não aumento na demanda por novos empreendimentos.

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