A Lotus acaba de apresentar a edição de despedida do simpático Elise. O roadster inglês está no mercado desde 1996. De lá para cá, passou por retoques visuais, trocou de motores, mas sua carroceria sempre foi a mesma. 

Junto do Elise, o cupê Exige (lançado em 2000) também fará sua despedida. Com isso, a marca terá não uma edição, mas cinco configurações da Final Edition: Elise Sport 240, Elise Cup 250, Exige Sport 390, Exige Sport 420 e Exige Cup 430.

O Elise Final Edition contará com acabamento especial, quadro de instrumentos digital, em TFT, volante exclusivo, com acabamento em alcântara, etiqueta de identificação. Parece pouco, mas para quem já guiou um Elise, sabe que dentro desse Lotus não há espaço para futilidades. Afinal são apenas 898 quilos.

Cada configuração do Elise conta com um melhorias de desempenho. A versão Sport 240 Final Edition teve seu motor 1.8 ajustado para 240 cv e 24,4 mkgf de torque. Ele recebeu novas rodas e pneus aro 16 na frente, e aro 17 na traseira.

Já na Cup 250 Final Edition, o roadster passou por ajustes aerodinâmicos, com novos difusores de ar. Ele também recebeu novas rodas, pneus Yokohama A052, amortecedores Bilstein e barras estabilizadoras ajustáveis. Seu peso final também foi reduzido para 931 quilos.

Exige

O Exige foi a versão fechada do Elise. Foi projetado como opção para quem buscava ainda mais performance. Lançado em 2000, ele foi construído a partir do chassi Series 2 do Elise. Além do teto rígido, o Exige também podia vir equipado com motor Toyota V6 3.5 com compressor. 

Na versão Sport 240 Final Edition o Exige conta com as mesmas especificações do Elise. Mas sé nas opções V6 que o carrinho fica ainda mais interessante. A Sport 390 Final Edition, chega como substituta da antiga Sport 350. 

O motor foi ajustado para entregar nada menos 397 cv. Ou seja, 47 cavalos-vapor a mais que o convencional. Com torque de 47 mkgf, a versão acelera de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos e atinge máxima de 275 km/h. Na Sport 420 Final Edition, o ganho foi de 15 cv, chegando a 425 cv. Já o peso foi reduzido para apenas 1.100 quilos. O resultado é um 0 a 100 km/h em 3,3 segundos e máxima de quase 290 km/h.

E para fechar a conta, a Cup 430 Final Edition chega com 435 cv sob o capô. A versão feita para uso em pistas, que garante 0 a 100 km/h em 3,2 segundos. O carro recebeu amortecedores de competição, freios com pinças AP Racing, barras estabilizadoras Eibach, pneus Michelin Pilot Sport 2 com aros 17 e 18 (dianteira e traseira), além de bodykit feito em fibra de carbono.

O carro

O Elise chegou em 1996 para substituir o charmoso Elan, que estreou em 1989, praticamente junto com o Mazda MX-5 (Miata) dando início à febre dos roadsters dos anos 1990.

No entanto, era um projeto mais arrojado que o Elan, lançado na época em que a marca estava sob a batuta da General Motors. O Elan, apesar de ser um belo carro, estava longe de ser um autêntico Lotus. Seu conjunto mecânico dianteiro faziam dele um carro legal para passear com a namorada. Mas ninguém compra um Lotus para uma volta apaixonada. Você compra para guiar com a faca entre os dentes.

A neta

Com exceção do Seven, todos os Lotus são batizados com nomes que começam com a letra “E”. Elite, Elan, Europa, Esprit, Exige, Evora, Evija, Eleven, são alguns deles. O nome Elise era uma homenagem à neta do pitoresco empresário italiano Romano Artioli, que depois de reativar a Bugatti, assumiu o controle da marca britânica. 

Artioli era enrolado, dava calotes, mas de uma coisa não se pode negar. Ele gostava de construir carros excitantes.

O Elise contava com motor montado de forma central traseira, o que lhe garantiria melhor comportamento dinâmico que seu antecessor. Durante seus 25 anos, o Lotus teve motores fornecidos pela Rover e pela Toyota.

Outro dogma do Elise era seu peso. Colin Chapman, seu fundador, era obcecado por carros de baixo peso. Ele inclusive costumava dizer a seguinte frase: “Adicionar potência deixa você mais rápido nas retas. Diminuir peso te deixa mais rápido em qualquer lugar”.

E o Elise seguia à risca, mesmo tendo surgido quase 15 anos após a morte de Chapman, pesava apenas 725 quilos. Para se ter uma ideia, um Renault Kwid pesa 758 quilos. 

Seu motor Rover K-Series 1.8 de 147 cv, combinado com caixa manual de cinco marchas e a tração traseira, era mais que suficiente fazer com que esse carrinho de 3,72 m de comprimento se comportasse como um kart, seja na pista, ou seja, a caminho da padaria