Um ataque ao posto de controle do Exército egípcio no Cairo neste sábado (15) deixou seis soldados mortos, o que representa uma escalada na violência a alvos militares, segundo informaram autoridades do país. O governo do Egito responsabilizou a Irmandade Muçulmana pelo atentado.

O ataque foi realizado por homens armados logo pela manhã, quando parte dos soldados ainda estaria dormindo. Parte das vítimas foi encontrada ainda na cama. Poucos dias antes, homens mascarados abriram fogo contra um ônibus cheio de policiais militares dentro dos limites da capital do Egito.

O chefe de segurança local, o major-general Mahmoud Yousri, disse à agência de notícias estatal MENA que os pistoleiros também plantaram explosivos após o ataque deste sábado, mas o esquadrão antibombas foi chamado e desativou o equipamento. Segundo o militar, a autoria do ataque é da Irmandade Muçulmana. Ele classificou o grupo como "terrorista" e disse que o objetivo das bombas era atingir as equipes de resgate.

O porta-voz das Forças Armadas do Egito, o coronel Ahmed Mohammed Ali, disse, em sua página oficial no Facebook, que "essas operações covardes só irão aumentar a nossa determinação em continuar com a guerra contra o terrorismo".

As autoridades egípcias afirmam que a Irmandade Muçulmana orquestrou uma série de atentados a bomba contra policiais e outras forças de segurança após a derrubada do presidente Mohammed Mursi, que pertencia ao grupo islâmico. Fonte: Associated Press.